Caso Júlia: Padrasto admite que matou enteada de 12 anos e vai para prisão na Paraíba

O padrasto, Francisco Lopes, irá para prisão preventiva, após falar para polícia que matou a enteada asfixiada

Resumo da Notícia

  • A menina de 13 anos morava com o padrasto e a mãe em João Pessoa
  • O padrasto confirmou que matou a menina por conta da gravidez não aceita da mãe por parte da garota
  • O corpo encontrado passará por exames de DNA e sexológicos

Francisco Lopes está sendo acusado, suspeito de matar a enteada, Júlia dos Anjos Brandão, que estava desaparecida desde o dia 7 de abril. Foi decidido que o homem terá prisão preventiva enquanto acontecia a audiência, nesta quarta-feira, 13 de abril.

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O padrasto irá para o Presídio do Roger, em João Pessoa. Ele confessou o crime e tentou justificar, falando que a adolescente, Júlia, não aceitava a gravidez da mãe, segundo o delegado Héctor Azevêdo. “Ele afirmou que como a sua companheira tava grávida dele de dois meses e a menina não aceitava, ele temia que a menina pudesse fazer mal ao bebê e à mãe. Por isso, teria motivado ele a cometer o crime” disse o delegado.

Júlia estava desaparecida desde o dia 7 de abril
Júlia estava desaparecida desde o dia 7 de abril (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)

O homem não tinha confessado o crime até o terceiro interrogatório. Foi dito que ele matou a menina ainda na casa onde moravam e depois, o corpo dela foi levado para um lugar onde foi abandonado, em um reservatório de água. Francisco disse que a mãe da garota dormia na hora do crime. A polícia está investigando para saber mais detalhes se o marido dopou a mulher.

Francisco assumiu o crime no terceiro interrogatório
Francisco assumiu o crime no terceiro interrogatório (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)

O corpo de Júlia foi encontrado na terça-feira, 12 de abril, exatamente no lugar onde Francisco disse que estava. Agora o corpo está no Instituto de Polícia Científica (IPC) na capital da Paraíba. Serão feitos exames de DNA e sexológicos.

O exame de DNA irá confirmar se de fato, o corpo é o de Júlia, e o exame sexológico mostrará se a garota foi vítima de violência sexual, mesmo o padrasto negando qualquer atitude de abuso. Vão ser realizados outros exames para apontar a causa da morte e o corpo ainda não tem data para ser liberado do Instituto.