Caso Miguel: Justiça nega prisão de Sarí Corte Real

Miguel Otávio morreu no dia 2 de junho de 2020 após cair do nono andar. Sarí Corte Real foi denunciada pelo Ministério Público de Pernambuco por abandono de incapaz

Resumo da Notícia

  • Miguel Otávio morreu no dia 2 de junho de 2020 após cair do nono andar
  • Justiça nega prisão de Sarí Corte Real, condenada a 8 anos e 6 meses
  • Ela foi denunciada pelo Ministério Público de Pernambuco por abandono de incapaz

A Justiça de Pernambuco negou o pedido de prisão de Sarí Gaspar Corte Real, condenada a 8 anos e 6 meses de prisão pela morte de Miguel Otávio de Santana. O menino de apenas 5 anos caiu do 9º andar de um prédio de alto padrão em Recife, em 2020. Em maio de 2022, a Sarí foi condenada na primeira instância.

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Na sentença, conforme aponta apuração jornalística do g1, o juiz permitiu que ela recorresse da decisão em liberdade. A negativa do pedido de prisão foi assinada pelo juiz Edmilson Cruz Júnior, auxiliar da 1ª Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente da Capital. A sentença saiu no Diário Oficial da Justiça desta segunda-feira, 25 de julho.

Após alguns meses, a assitência de acusação fez um pedido para que a Sarí Gaspar Corte Real fosse presa, em decorrência dela desrespeitar as medidas impostas pela Justiça.

Relembre o caso

Miguel caiu do 9º andar do edifício Píer Maurício de Nassau, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, no dia 2 de junho. A queda aconteceu após a mãe dele deixá-lo com Sarí Corte Real para passear com a cadela da ex-patroa. O menino quis acompanhar a mãe, então, pouco depois da tragédia, imagens do elevador do prédio mostraram Sarí Real junto de Miguel no elevador do prédio.  Depois de convencer Miguel a sair do elevador quatro vezes, a primeira-dama desiste de acompanhar o garoto.

Ela então parece apertar o botão do elevador, deixando que a porta se fechasse com o garoto, sozinho, dentro. De acordo com as investigações da Polícia Civil de Pernambuco, Sarí então voltou ao apartamento, para continuar seu tratamento com uma manicure.

Caso Miguel: "Por mim, seria prisão perpétua", disse mãe da vítima sobre a condenação de Sari Corte
Caso Miguel: “Por mim, seria prisão perpétua”, disse mãe da vítima sobre a condenação de Sari Corte (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ao chegar ao nono andar, Miguel abriu a porta corta-fogo do andar e seguiu pelo corredor. Ele pulou o peitoril da janela, colocou os dois pés na caixa de compressores e, já na área técnica, subiu na grade, momento em que uma peça se soltou e o menino caiu.

Na época, Sarí chegou a ser presa preventivamente um dia depois da morte, mas pagou fiança de R$20 mil, para responder ao processo em liberdade.

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