Chile vai usar CoronaVac para vacinar crianças com mais de 6 anos contra a covid-19

A decisão foi anunciada na última segunda-feira, 06 de setembro, após agência reguladora de medicamentos do país votar de maneira favorável à utilização da CoronaVac em crianças com mais de 6 anos no Chile

Resumo da Notícia

  • O Chile começará a vacinar crianças com mais de 6 anos com a CoronaVac
  • A decisão foi tomada ontem pela agência reguladora de medicamentos do país
  • “Esta é uma ótima notícia para crianças em idade escolar e para as que não foram incluídas em planos de vacinação anteriores”, disse o ministro da saúde do Chile

Na última segunda-feira, 06 de setembro, o Chile aprovou o uso do imunizante CoronaVac em crianças com mais de 6 anos. A decisão, tomada pela agência reguladora de medicamentos do país, aumenta o público atingido pela campanha de vacinação e ajuda a restringir a disseminação do vírus entre a população.

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“Esta é uma ótima notícia para crianças em idade escolar e para as que não foram incluídas em planos de vacinação anteriores”, disse Enrique Paris, ministro da Saúde chileno. A CoronaVac recebeu votos favoráveis de cinco dos membros do Instituto de Saúde Pública (ISP), enquanto que dois votaram em seu uso para apenas maiores de 12 anos e somente um foi contra a aplicação da vacina em crianças.

Além da CoronaVac, o Chile também está usando a vacina da Pfizer em crianças e adolescentes com mais de 12 anos, medida que também está funcionando no Brasil.

Estudo da USP mostra que mães vacinadas transmitem anticorpos pelo leite materno

A Universidade de São Paulo (USP) publicou os resultados de uma pesquisa que constata que mães vacinadas podem passar anticorpos contra Covid-19 para os filhos pelo leite materno. Os resultados foram observados a partir de colaboradoras lactantes do Hospital das Clínicas (HC) da USP , responsável por conduzir o estudo.

As mães participantes foram imunizadas com a Coronavac. No entanto, estudos equivalentes foram feitos em outros países, como Israel, Estados Unidos e Espanha, mostrando que as vacinas Pfizer, Moderna e Oxford/Astrazeneca também induzem anticorpos no leite.

O estudo também indicou que ao tomar a segunda dose, as mulheres transmitem ainda mais anticorpos, e algumas colaboradoras mantiveram os anticorpos de covid-19 com nível alto até alguns meses após a amamentação. “O leite materno é importante justamente porque carrega um grande repertório de anticorpos, acumulados ao longo da vida da gestante”, explica a professora Magda Carneiro Sampaio, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP, vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto da Criança do HC.

Magda ainda ressalta que “Esse anticorpo [advindo do leite] é muito interessante, porque tem uma ação fundamentalmente local, quase nada dele é absorvido. Sua ação é em todo o trato gastrointestinal do bebê”.