Cientistas brasileiros descobrem molécula que inibe proteína responsável pelo aumento do câncer

A pesquisa foi publicada no Journal of Medicinal Chemistry nesta última quarta-feira, 16 de fevereiro

Resumo da Notícia

  • Pesquisadores descobrem molécula que inibe o crescimento do câncer
  • O estudo está sendo aprofundado para saber como irá se comportar nos tumores do corpo
  • A pesquisa foi publicada no Journal of Medicinal Chemistry
 

Uma dose de esperança! Um grupo de cientistas brasileiros, com a participação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), criaram uma molécula responsável para inibir o crescimento do câncer. 

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Eles focaram na proteína MPS1 (Monopolar Spindle Kinase 1), uma quinase relacionada a diversos tipos de cânceres, como os de mama, glioblastoma, pâncreas e neuroblastoma. A pesquisa foi publicada no Journal of Medicinal Chemistry, nesta última quinta-feira, 16 de fevereiro. Agora eles estão se aprofundando nos estudos para saber como irá se comportar quando refutar o crescimento dos tumores pelo corpo.

Pesquisadores descobrem molécula que inibe o crescimento do câncer
Pesquisadores descobrem molécula que inibe o crescimento do câncer (Foto: Reprodução / Denny Cesare / Código 19)

“De maneira geral, os compostos se ligam a proteínas alvo de forma reversível, em equilíbrio dinâmico. A modificação que fizemos no composto faz com que ele se ligue de maneira definitiva. Isso traz vantagem para o desenvolvimento de um novo medicamento, pois há um prolongamento da ação inibitória na proteína”, afirmou Rafael Couñago, do Centro de Química Medicinal da Unicamp (CQMED), um dos autores do estudo.

“Isto é favorável em termos de seletividade e potência quando se desenvolve uma molécula inibidora com potencial terapêutico, pois reduz-se em muito a chance de a nossa molécula se ligar a outras quinases”, continuou.

“Trabalhamos bastante para poder comprovar que havia uma ligação covalente entre composto e alvo. Estar em um centro multidisciplinar capaz de desenvolver o ensaio enzimático, a espectrometria de massa e a cristalografia de raio-X ajudou muito a acelerar este processo”, acrescentou.