Cientistas descobrem 5 gerações de árvore genealógica mais antiga do mundo

Através de análise genética de ossos humanos de uma tumba, pesquisadores conseguiram recriar a árvore genealógica de mais de 5 mil anos

Resumo da Notícia

  • Cientistas descobriram árvore genealógica mais antiga do mundo;
  • Através de combinação genética, os pesquisadores britânicos foram capazes de encontrar cinco gerações da mesma família;
  • A descoberta vai ajudar a estudar os comportamentos familiares da Idade da Pedra;

Cientistas reuniram restos de ossos humanos encontrados em uma tumba há 5,7 mil anos na região de Cotswolds, no Reino Unido, e, através da análise genética do material, reconstruíram cinco gerações da árvore genealógica da família ali enterrada. O estudo foi publicado na revista científica Nature.

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No total, foram descobertos 27 parentes biológicos de cinco gerações distintas de uma família. A maioria dos encontrados na tumba descendia de quatro mulheres que tiveram filhos com o mesmo homem. Entretanto, as pessoas foram enterradas em tumbas diferentes com base no matriarca que descendiam. 

Tal descoberta mostra que as mulheres tinham um importante papel no âmbito familiar. A tumba localizada em Hazleton North é do período neolítico, ou seja,  aproximadamente cem anos após a introdução da agricultura no Reino Unido. 

Reprodução das tumbas de Hazleton North
Reprodução das tumbas de Hazleton North (Foto: Reprodução/BBC)

O professor David Reich, da Harvard Medical School em Boston, EUA, que liderou a geração de DNA antigo a partir dos restos mortais, explicou em entrevista à BBC: “Duas das mulheres, todos os seus filhos estão na câmara sul – e seus filhos até a quinta geração.

A descoberta será capaz de ajudar em futuros estudos sobre o comportamento e dinâmica familiar dos povos na Idade da Pedra. “Esperançosamente, este será o primeiro de muitos estudos desse tipo”, disse o professor Reich. “Isso realmente torna vívida a vida dessas pessoas … que viveram neste lugar há muito tempo”, frisa.

Ausência de familiares 

Enquanto duas mulheres da família que morreram na infância foram enterradas na tumba, a completa ausência das filhas adultas sugere que seus restos mortais foram colocados nas tumbas de parceiros masculinos com quem tiveram filhos, ou em outro lugar.

Também há indícios de que “enteados” foram adotados na família, ou seja, homens cuja mãe foi enterrada na tumba, mas não seu pai biológico, e cuja mãe também teve filhos com um homem parente do fundador original, segundo pesquisas lideradas por David.