Como assim? Mãe diz que filho autista foi convidado a se retirar de sala de aula

A escola alegou que não tinha um profissional adequado para cuidar do menino em Porto Velho, Rondônia

Resumo da Notícia

  • Uma mãe fez um desabafo sobre a situação de exclusão cometida pela escola com o seu filho autista
  • O menino foi convidado a se retirar da sala de aula, por não ter um professor adequado para cuidar dele
  • A Semed se pronunciou dizendo que convocou uma equipe de educação especial para orientar os profissionais da escola

Líbia Ferrari relatou que o filho Lorenzo Miguel, que é autista, foi convidado a se retirar da sala de aula, em Porto Velho, Rondônia.

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Como assim? Mãe diz que filho autista foi convidado a se retirar de sala de aula
A mulher desabafou sobre a situação com o filho autista ( Foto: Reprodução/ G1)

A mãe contou a situação em um vídeo enviado à Rede Amazônica. “Não foi só com o Lorenzo Miguel que aconteceu isso. Muita gente voltou para trás hoje com os filhos porque não tinha professores auxiliares nas escolas municipais. É uma coisa que tá se repetindo. Nossos filhos não têm direito à educação?”, questionou.

O ano letivo de 2022 foi oficialmente retomado na rede municipal de Porto Velho, mas não para todas as crianças. De acordo com Líbia, a escola teria se recusado a ficar com o Lorenzo na sala de aula porque não tinha um professor auxiliar que pudesse cuidar dele.

A escola alegou não estar preparada para receber o menino autista
A escola alegou não estar preparada para receber o menino autista (Foto: iStock)

“A Semed (Secretaria Municipal de Educação) se programou para a volta às aulas, fez toda uma divulgação, mas esqueceu de avisar que era só para as crianças neurotípicas, não para as atípicas, com necessidades especiais e deficientes”, falou a mãe que ainda não recebeu nenhuma previsão de quando a situação iria se normalizar.

Em nota, a Semed afirmou que questionou a escola para saber se houve alguma falta de comunicação da direção com a família e convocou uma equipe de educação especial para orientar os profissionais da escola a não cometerem novamente o mesmo erro relatado pela mãe. A secretaria também prometeu que o atendimento para crianças do Transtorno de Espectro Autista (TEA) seria regularizado nas escolas municipais, na quinta-feira, 10 de fevereiro.