Família

Como construir uma relação saudável com o seu filho?

Pai não é amigo, mas autoridade - Getty Images
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Publicado em 23/10/2019, às 14h13 - Atualizado em 30/01/2020, às 19h26 por Yulia Serra, Editora de conteúdo especializado | Filha de Suzimar e Leopoldo


Pai não é amigo, mas autoridade (Foto: Getty Images)

A maternidade é uma das tarefas mais desafiadoras na vida de uma mulher. Desde a notícias, muitas dúvidas passam pela cabeça da mulher, uma das principais é: “Como criar o filho?”. 

A dificuldade em responder essa questão é que ela não funciona como uma equação matemática. Não tem fórmula 100% eficaz. Mas é possível, seguindo algumas dicas, encontrar a forma que funciona melhor para você.

Para início de conversa, é preciso que entenda que você é a primeira referência para o seu filho. “Os primeiros vínculos são extremamente importantes para que a criança possa criar uma base para seu desenvolvimento posterior”, explica a psicóloga Tatiane de Sá Manduca. 

A mãe do Mateus, de 5 anos, entende que a melhor maneira de ensinar os pequenos é sendo o exemplo, agindo e não apenas dizendo. Por isso, ela não apoia a visão de pais como amigos. 

“Sustentar o discurso de amizade com os filhos pode trazer riscos no desenvolvimento e processo de maturação do indivíduo”, afirma. Isso não significa que não existe parceria nessa relação, muito pelo contrário, mas que é preciso ir além.

Para ela, um bom relacionamento é embasado em vários fatores equilibrados, como amor, vínculo saudável e imposição de limites. Apenas assim, você conseguirá se apresentar como uma figura de autoridade. 

Outro ponto a ser enfatizado é que nenhuma gestação se repete. “Certamente, a mãe do primeiro filho não será a mesma do segundo e assim por diante”, comenta. Não só os filhos são diferentes, mas você muda e isso afeta a maternidade. 

Por isso, se estiver com dificuldade para estabelecer uma boa relação ou com ela desgastada, a dica da psicóloga é pedir ajuda profissional. Ela entende que o cansaço materno é muitas vezes banalizado socialmente, mas isso precisa mudar. 

É bacana encontrar conforto na rede de apoio. “Sempre considero válida a troca de experiências que nos enriquece de repertório e ligação com outras pessoas”, opina. Assim, ela apoia e elogia iniciativas como do site Antes de Mim.

Nesse brechó online exclusivo de produtos infantis, você pode anunciar as roupas que não servem mais no seu filho e fazer uma renda extra. Além das compras, há um espaço de confissões para você desabafar sobre qualquer tema relativo à maternidade. 

“É uma excelente ideia para as mulheres externalizarem experiências de contradições e intensa felicidade aos desafios diários da mulher após o nascimento do bebê”, finaliza. 

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