Família

Como é viver com as crianças longe do Brasil

Rebecca Barreto atravessou dois oceanos rumo a uma nova vida em família, mas acredita que amor de mãe é o mesmo em qualquer lugar do mundo

Redação Pais&Filhos

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Foto: (iStock)

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Designer, psicanalista e aspirante a blogger”. É assim que Rebecca Barreto, mãe de Maria e João e nova colunista do site da Pais&Filhos, se define. Em seus textos ela apresenta sua experiência como mulher e mãe vivendo em Singapura, no Sudeste Asiático. Ela conta neste bate-papo mais sobre sua vida longe do Brasil.

 1. Qual foi seu maior desafio na adaptação a um lugar novo?

Sem dúvida, para meus filhos, a língua. Como sempre fui asia-junkie, já esperava o choque cultural, mas foi bem mais fácil do que eu imaginava. A língua, e por isso a dificuldade de interagir, foi mais complicado para os meus filhos, e ainda vai e volta de vez em quando, mesmo com eles já se virando.

2. Hoje você, e principalmente seus filhos, convivem com pessoas das mais diversas nacionalidades. Quanto você acredita que essa convivência contribui para o desenvolvimento deles?

Contribui para a segurança deles. Sabia dos efeitos possíveis da insegurança – agressividade, introspecção, fantasia, entre tantas outras possibilidades traumáticas; tinha medo de a mudança pesar nisso. Mas conhecer tantas realidades diferentes fez o que eles são ficar até mais claro, seus territórios de domínio ficaram mais claros – humor e criatividade perante seus amiguinhos, por exemplo. Vejo que eles estão mais tolerantes com os outros e curiosos sobre a vida.

3. Do que você sente mais falta do Brasil?

Sinto falta de Paraty. Das praias mornas de lá. Da família, é obvio. Quando se está a 30 horas de viagem de qualquer emergência ou qualquer comemoração, é inevitável se sentir longe. Sinto falta da rabanada da minha vó no Natal e de pular ondinhas de branco no Réveillon.

 4. É diferente ser mãe em um país que não é o seu?

O amor é universal. Isso fica claro ao ver uma família interagindo da forma que for. Nas famílias ricas chinesas, a criança chega a ser uma divindade; nas indianas, as crianças são mais sérias; nas japonesas, parecem mais maduras; e nas nórdicas, mais donas do nariz. Mas família é sempre igual, muda endereço e cor do passaporte! O desafio é fazer a mudança para outro país ser leve, o que com certeza torna o nosso núcleo familiar bem mais forte.

5. E o que só Singapura tem que nenhum outro lugar tem?

A capacidade e compromisso de coexistir com outras etnias, religiões, diferenças. Os quatro calendários e suas festividades são comemorados nas escolas, das festas das luzes indiana, o Deepavali, ou Diwali; da festa de fim do Ramadam; o Hari Haya malay, ou o Ano-Novo Chinês, com seus tambores, fantasias, dragões, sendo tão grande quanto o Natal cristão.

(Foto: reprodução instagram/recbeccabarreto_singalovers)

(Foto: reprodução instagram/recbeccabarreto_singalovers)

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