Como falar sobre o Natal com os filhos sem prejudicá-los?

Veja a opinião de uma professora de psicologia sobre a educação natalina para as crianças

Muitas famílias seguem as tradições natalinas (Foto: reprodução/ Getty Images)

O Natal é uma época de muita magia e imaginação, principalmente para as crianças. Mas como explicar sobre o Papai Noel para as crianças? Pois a figura do bom velinho é “vendida” há muitas décadas. Todo mundo conhece a história do homem de barba branca que usa roupas vermelhas que espalha a alegria para o mundo todo.

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O dia 25 de dezembro é um dia muito esperado pelos comerciantes e pelos religiosos, que celebram o nascimento do menino Jesus, segundo a Bíblia.  As igrejas espalham a humildade e o amor nessa celebração. A sobriedade na noite natalina foi comentada pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez, que sempre defendeu um dia sem muitos luxos.

Segundo o site Gaúchazh, uma família da Estância Velha, no Vale do Sinos, consideram o Natal uma data muito importante. Daniel München, de 34 anos, e a esposa Bárbara Vinder, de 29 anos,pretendem dar aos filhos, Danielli, de 7 anos, e Bernardo, de 5 anos, uma ceia tipicamente natalina.

“Explicamos que Ano-Novo é festa: a gente viaja. Mas Natal é com a família. Depois, se for o caso, viajamos para a praia”, explicou conta Daniel, lançando um olhar pedagógico na direção da pequena.

Para o casal, a data possui muita importância e um clima muito amigável, por isso começam a preparar os planos logo em novembro. Decoram a casa com as típicas decorações natalinas: enfeites, Papai Noel e árvore de Natal. Danielli e Bernardo escreveram cartas para o bom velinho.

“O colégio ajudou muito no ensino deles, alertando que Natal não é só presente, não é só Papai Noel. Que é o nascimento de Jesus” contou Bárbara.

Denise Regina Quaresma da Silva, professora de Psicologia da Universidade Feevale, fala que o clima natalino tem poder de fazer as pessoas enxergarem dentro de si e de promover a revisão dos relacionamentos, segundo os site Gaúchazh.

“A educação religiosa é perigosa quando apresenta um Jesus punitivo, com um olho enorme controlando tudo e todos, regulando comportamentos. Estes ensinamentos podem desenvolver sintomas de ansiedade nas crianças, podendo ser a origem de uma paranoia”, disse.

“Se os pais não acreditam em Jesus Cristo, não incentivam a fé, os filhos não vão acreditar. O mesmo acontece em relação aos laços familiares. É importante para as crianças esse ambiente lúdico, de brincadeira e fortalecimento dos laços. Elas se sentem mais seguras quando percebem que a família está unida”, concluiu Denise.

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