Família

Confira entrevista com Erick Jacquin, jurado do MasterChef

O chef de cozinha fala sobre a experiência de lidar com as crianças e o que mais o surpreendeu nessa temporada

Redação Pais&Filhos

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Fotos: Lila Batista

Hoje é a grande final do MasterChef Junior! Nós da redação acompanhamos todos os episódios do reality show de culinária e adoramos. Além de as crianças darem um show em trabalho em equipe, carisma e talento, o jurado Erick Jacquin, pai de Edouard, é uma atração à parte. O chef recebeu a equipe da Pais&Filhos em casa para contar sobre os desafios de trabalhar com  as crianças. Acompanhe a cobertura ao vivo, a partir das 22h45, em nosso Twitter: @revpaisefilhos.

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Qual a diferença entre as crianças e os adultos no MasterChef?

Erick Jacquin: As crianças sempre gostaram de mim, sou um cara muito aberto. Com certeza, não dá para falar com uma criança igual você fala com um adulto. Na realidade, as crianças do MasterChef Junior são mais adultas que os adultos, são silenciosas e atentas. Isso porque elas vão à escola todos os dias, estão acostumadas a ter um professor. Então nos olham como professores, e não como jurados. Elas respeitam e obedecem. Os adultos não, eles pensam que são tudo, que não devem nada a ninguém. Nossa decisão é como uma nota na prova.

Como é lidar com as crianças sob pressão?

EJ: Eles se respeitam e se ajudam muito, não tem espírito de competidor. Do tipo: esqueci a manteiga, e o outro empresta. Isso é uma coisa que não existe para os adultos, porque eles têm uma consciência de competidor. No MasterChef Junior não rola dinheiro como prêmio, que é o que faz o mundo do adulto e que é o que muda o mundo.

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No balcão de sua cozinha ele expõe temperos junto com fotos do filho, que hoje tem 17 anos

Você se surpreendeu quando sentiu esse espírito de equipe entre elas?

EJ: Eu gosto de criança, sabia que seria desse jeito. São mais inteligentes que os adultos porque são mais puros. Claro, nunca foram magoados. Um “não” é uma tragédia às vezes. Imagina quando falamos “você vai deixar o programa”. É difícil! Já os adultos estão acostumados a receber um “não”, alguns já perderam o emprego, perderam dinheiro.  A preocupação das crianças é café da manhã, almoço, jantar, escola, divertimento e vida boa. E tudo controlado pelos pais.

E como é falar o “não”?

EJ: “Não”. Simples assim. Esse é o grande defeito do brasileiro: não sabe falar não. No Brasil o costume é  “ah, vou pensar, amanhã te ligo”.  Eu falo, minha cultura é de falar.  Você já sabe quando vai vir uma resposta negativa, por isso o certo é “desculpa, não vai dar certo”.

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