Congresso discute contaminação através do plástico em mães e bebês

O debate aconteceu durante o I Congresso Internacional de Nutrição Materno Infantil da Abranmi

Você consegue imaginar uma vida sem plástico? (Foto: Getty Images)

Talvez seja impossível imaginar uma vida sem plástico. Durante o I Congresso Internacional de Nutrição Materno Infantil da Abranmi, foi discutida a contaminação através do plástico. De acordo com uma projeção feita em 2018, a América Latina fabricou mais de 18,4 milhões de toneladas de plástico, com um aumento de 3% comparado a 2017.

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A Dra. Andreia Friques, nutricionista especialista em nutrição materno infantil e presidente da Associação Brasileira de Nutrição Materno Infantil, explicou que a maior parte dos resíduos feitos de plástico ficam em tamanho micro e tem a capacidade de ficarem dentro de células, virando parte do organismo dos seres vivos.

A Dra. Andreia ainda acrescenta que o material pode afetar até mesmo na gravidez, mesmo que não ainda não exista uma forma específica de realizar essa eliminação. “O ideal é preparar o corpo para engravidar, pois sabe-se que o período que compreende cerca de 90 dias antes da concepção, gestação, amamentação até pelo menos os dois primeiros anos da criança, é onde ela está mais vulnerável”, explica a Dra. Andreia. Ela ainda aproveita para aprofundar o tema em outros aspectos que envolvem a contaminação pelo plástico. “Envolve o meio ambiente, a saúde, casos de impotência e infertilidade, está relacionado a uma série de coisas”, conclui.

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