Conheça os melhores e piores países para ser mulher e veja onde o Brasil está na lista

Um estudo chamado “Women, Peace and Security Index”, feito pelo Instituto para Mulheres da Universidade de Georgetown, criou um ranking dos melhores e piores países para mulheres viverem

Resumo da Notícia

  • Um estudo chamado "Women, Peace and Security Index", feito pelo Instituto para Mulheres da Universidade de Georgetown, criou um ranking dos melhores e piores países para mulheres viverem
  • O Brasil ficou em 80° lugar, junto com Suriname e Fiji
  • O ranking foi liderado por países europeus

Que segurança, justiça e inclusão são importantes, você provavelmente já sabe! E quando falamos de mulheres, essas categorias se tornam ainda mais relevantes. Pensando nisso, um estudo chamado “Women, Peace and Security Index”, feito pelo Instituto para Mulheres da Universidade de Georgetown, criou um ranking dos melhores e piores países para mulheres viverem.

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A lista foi feita com base em dados que medem a inclusão das mulheres, acesso à justiça e segurança em 170 países. E para já matar a sua curiosidade: sim, o Brasil foi incluído na lista. Nosso país ficou na 80° posição, junto com países como Suriname e Fiji.

O índice uniu e quantificou as três dimensões da inclusão das mulheres (econômica, social e política), justiça (leis formais e discriminação informal) e segurança (nos níveis individual, comunitário e social) por meio de 11 indicadores. Para chegar na lista, cada país recebeu uma espécie de pontuação. O Brasil ficou com uma média de 0.734. A média global é de 0.721.

Conheça os melhores e piores países para ser mulher e veja onde o Brasil está na lista
Conheça os melhores e piores países para ser mulher e veja onde o Brasil está na lista (Foto: Getty Images)

O ranking foi liderado por países europeus: em primeiro lugar a Noruega, com 0.922, seguido por Finlândia (0.922) e Islândia (0.907). Já os três piores países foram: Afeganistão (0.278), Síria (0.375) e Iêmen (0.388).

O relatório apontou que o “avanço global do status das mulheres” diminuiu e a desigualdade em relação a esse tema aumentou entre os países.  Jeni Klugman, autora do estudo, explicou que a pandemia de covid-19 pode ter contribuído para que isso acontecesse. “A Covid-19 ampliou as disparidades de gênero no emprego remunerado e nos encargos de cuidados, e aumentou os riscos de violência por parceiro íntimo”, disse ela, como ressaltado pelo G1.

Para os pesquisadores, os países que estão entre os 10 primeiros tem uma característica em comum: políticas públicas que contribuem para o desenvolvimento das mulheres. “As grandes conquistas nas frentes de inclusão e justiça podem ser atribuídas, pelo menos em parte, a políticas públicas que promovem um modelo de dupla renda. Nos países nórdicos, as diferenças de gênero na participação da força de trabalho são pequenas. Também garantem a licença parental para mães e pais”, ressaltaram os pesquisadores. Veja a lista com os 10 melhores e 10 piores países abaixo:

Os 10 melhores países: 

  • 1 – Noruega (0.922)]
  • 2 – Finlândia (0.909)
  • 3 – Islândia (0.907)
  • 4 – Dinamarca (0.903)
  • 5 – Luxemburgo (0.899)
  • 6 – Suíça (0.898)
  • 7 – Suécia (0.895)
  • 8 – Áustria (0.891)
  • 9 – Reino Unido (0.888)
  • 10 – Holanda (0.885)

Os 10 piores países: 

  • 1 – Afeganistão (0.278)
  • 2 – Síria (0.375)
  • 3 – Iêmen (0.388)
  • 4 – Paquistão (0.476)
  • 5 – Iraque (0.516)
  • 6 – Sudão do Sul (0.541)
  • 7 – Chade (0.547)
  • 8 – República Democrática do Congo (0.547)
  • 9 – Sudão (0.556)
  • 10 – Serra Leoa (0.563)

E o Brasil?

O Brasil ficou no 80° lugar no ranking, dividindo a posição com Fiji e Suriname. Na lista geral, o Brasil e teve a pior pontuação entre os países das Américas e Caribe quando o assunto é representação parlamentar

O estudo ressaltou que os países da América Latina no geral tem um problema em relação à segurança comunitária. Os dados apontaram que apenas pouco mais de uma em cada três mulheres nessa região se sentem seguras ao andar no bairro onde moram a noite. Nesse caso, a porcentagem do Brasil ficou em 31,5%. Na mesma categoria, o primeiro país do ranking, a Noruega, ficou com 89,5%.