Conselho de Medicina autoriza hidroxicloroquina para coronavírus e explica quando pode ser usada

Após uma reunião, o presidente do CFM destacou três casos em que o medicamento pode ser utilizado, mas afirmou que ainda não possui comprovação científica

Resumo da Notícia

  • O diretor do CFM explicou quando o remédio pode ser usado
  • Os pacientes deverão ter uma conversa com um médico antes de realizar o tratamento
  • O medicamento ainda não tem comprovação científica
  • Ele reforça que é uma autorização e não uma recomendação
O presidente do CFM reforça que é uma autorização, não recomendação (Foto: Getty Images)

Ainda sem comprovação científica sobre a eficácia da hidroxicloroquina, o Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou o uso do medicamento em ambiente domiciliar em apenas três situações, sendo uma delas nos sintomas sugestivos de coronavírus.

Mauro Luiz Britto Ribeiro, presidente do CFM, deu o anúncio após uma reunião. De acordo com informações da Folha de São Paulo, ele afirmou que: Não existe nenhuma evidência científica forte que sustente o uso da hidroxicloroquina para o tratamento de covid. É uma droga utilizada para outras doenças já há 70 anos, mas em relação ao tratamento de covid não existe ensaio clínico prospectivo e randomizado, feito por grupos de pesquisadores de respeito, publicado em revistas de ponta, que aponte qualquer tipo de benefício do uso da hidroxicloroquina no tratamento”.

O uso do medicamento poderá ser feito a partir de três recomendações (Foto: Getty Images)

Contudo, ele explicou que o conselho tomou a decisão para que os médicos façam uso da substância em tratamentos. Mauro lembrou ainda que não se trata de uma recomendação, mas sim uma autorização. Foi destacado também que o CFM não autoriza o uso da hidroxicloroquina como prevenção à doença.

Um dos casos em que o medicamento é liberado será para pacientes críticos, em terapia intensiva. Também há autorização para casos menos graves, incluindo estágios iniciais dos sintomas. “É também uma decisão compartilhada com o paciente, em que o médico explica que não existe nenhum benefício provado da droga no uso da covid e os riscos que a droga apresenta”, concluiu Mauro.