Coren-SP investiga quem são os enfermeiros envolvidos no caso da Klara Castanho

O órgão aguarda a liberação dos documentos internos do hospital para a devida punição dos profissionais responsáveis

Resumo da Notícia

  • O Conselho Regional de Enfermagem esteve no hospital em que Klara Castanho foi atendida e aguarda a liberação de documentos internos para seguir com a identificação dos envolvidos
  • No último final de semana, a atriz revelou, em suas redes sociais, que foi vítima de um estupro, ficou grávida e entregou o bebê para a adoção, logo após o nascimento. E sofreu ameaças de vazamento nas informações para a imprensa
  • O Ministério Público de São Paulo também investiga o caso, em sigilo

O Conselho Regional de Enfermagem informa que esteve no hospital em que Klara Castanho foi atendida e aguarda a liberação de documentos internos para seguir com a apuração dos fatos e identificação dos envolvidos.  “Ainda que a sociedade aguarde respostas imediatas para o caso, é necessário ter cautela para que não haja descumprimento aos ritos formais nem a propagação de mais informações sigilosas, preservando principalmente a vítima dessa situação delicada.”, informam.

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Klara Castanho publicou uma carta aberta revelando que foi estuprada e entregou o bebê para a adoção
A atriz divulgou uma carta aberta contando sobre os tipos de violência que sofreu (Foto: reprodução/Instagram/@klarafgcastanho)

O Coren-SP informa ainda que continua atento ao desdobramento do caso e prezando pela segurança na assistência à população e pela ética e humanização no exercício profissional da enfermagem.

No último final de semana, a atriz revelou em suas redes sociais que foi vítima de um estupro, ficou grávida e entregou o bebê para a adoção, logo após o nascimento. Ela contou toda a história em detalhes, dando ênfase para as violências que sofreu e diz que ainda logo depois do parto, uma enfermeira ameaçou de divulgar o caso para a imprensa. “No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: ‘Imagina se tal colunista descobre essa história’. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente para me acolher e proteger”, desabafou Klara em seu Instagram.

Na justiça

O Ministério Público de São Paulo informa que também investiga o caso e está apurando a conduta da enfermeira que violou o sigilo profissional ao ameaçar e vazar dados de Klara. As investigações correrão em sigilo.

Veja a nota do MP-SP na íntegra:

A Promotoria de Justiça da Infância e de Santo André informa, relativamente ao caso da atriz Klara Castanho, que todo o procedimento de entrega do recém-nascido para adoção seguiu integralmente o trâmite previsto no Estatuto da Criança e Adolescente. Com relação à suposta violação de sigilo profissional, já foi solicitada a apuração à Autoridade Policial, bem como o fato, conforme já noticiado publicamente, será apurado nas esferas dos órgãos profissionais. Outras medidas eventualmente adotadas pela Promotoria de Justiça, se o caso, observarão o sigilo que a matéria requer.