Coronavac: Anvisa não autoriza aplicação da vacina do Butantan em crianças e adolescentes

O Instituto Butantan fez o pedido há duas semanas, mas a decisão foi unânime

Resumo da Notícia

  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, negou a proposta de uso da vacina Coronavac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos;
  • A decisão foi unânime entre os membros do conselho;
  • O Instituto Butantan fez o pedido há duas semanas.

Nesta quarta-feira, 18 de agosto, a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, negou a proposta de uso da vacina Coronavac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. A decisão foi unânime entre os membros do conselho.

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O Instituto Butantan fez o pedido há duas semanas. O gerente de Avaliação de Segurança e Eficácia de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes Lima Santos, explicou que ainda não se pode concluir sobre a eficácia do imunizante do Butantan em crianças.

Coronavac para crianças (Foto: Reprodução)

O Instituto Butantan falou em nota que irá enviar à Anvisa “o mais breve possível” os dados sobre eficácia da Coronavac  em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos : “Todos os dados fornecidos até o momento são satisfatórios para a ampliação do uso pediátrico, porém foram solicitados dados adicionais para demonstrar a segurança e eficácia do uso em crianças e adolescentes, que serão providenciados o mais breve possível”.

Até o momento, a Coronavac é liberada pela Anvisa apenas para uso emergencial de pessoas com mais de 18 anos no Brasil. A única vacina que pode ser usada em adolescentes, de 12 a 17 anos, no país, é a da Pfizer.

É necessário ainda a realização de mais estudos para determinar a segurança e eficácia para a nova faixa etária. Vale lembrar que os testes podem ser feitos tanto no Brasil, como em outros países.

A Coronavac é desenvolvida em São Paulo (Getty Images)

No segundo semestre deste ano, assim que a população adulta tiver tomado pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19, é esperado que se inicia a vacinação para a faixa etária de 12 a 17 anos. Serão vacinados primeiro os jovens com alguma comorbidade e na sequência os demais.