Coronavírus: como preservar a saúde mental e não se desesperar com a pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um documento com recomendações para os pais e profissionais da área para evitar o pânico entre os familiares

Resumo da Notícia

  • O aumento de casos de coronavírus no Brasil tem gerado certo pânico entre a população
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um documento com as recomendações para garantir a saúde mental da sua família
  • Saiba de que formas
O desespero não irá te ajudar nessa hora (Foto: reprodução / Getty Images)

Com a declaração de pandemia frente ao coronavírus, muitas notícias circularam nas redes sociais e causaram certo pânico na população. É fundamental, sim, tomar cuidado e seguir as medidas recomendadas, mas o desespero por si só não leva a nada e apenas te prejudica. Pensando nisso, te mostramos as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para preservar a sua saúde mental e de sua família. Confira os tópicos principais abaixo:

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  • Evitar o excesso de informação

Estar informado é fundamental, principalmente, em relação sobre o que se pode fazer para reduzir ou até impedir a disseminação e contaminação da doença. Mas a OMS pede que você evite ler, assistir ou escutar notícias que possam causar ansiedade ou estresse. Foque nas matérias com explicações práticas de como se proteger, procure uma ou duas atualizações durante o dia. O melhor caminho é sempre priorizar os fatos e não os alardes.

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  • Não ter atitudes preconceituosas

Por ser uma doença “nova” para o nosso conhecimento, é preciso tomar cuidado com a forma de tratar as pessoas (tanto suspeitas quanto infectadas pelo COVID-19). Muitas crianças com descendência asiática nas escolas, por exemplo, estão sofrendo discriminação dos colegas. Isso também acontece nos ambientes de trabalho com pessoas que voltaram de viagens do exterior. É claro que é preciso ficar atento, mas isso é tarefa da pessoa. Caso não tenha sintomas, cabe também aos colegas o bom-senso. 

 

  • Conversar com seu filho sobre o assunto

Assim como você está sendo bombardeado de informações, as crianças também estão, muitas vezes pelos próprios colegas ou escola. Cabe aos pais, principais exemplos para elas, ter uma conversa franca e direta. Isso não significa dizer que tudo irá ficar bem ou prometer algo que não pode cumprir, mas explicar, usando a linguagem de acordo com o entendimento da criança para mostrar o que ela pode fazer para se prevenir.

Explique de forma direta o que está acontecendo e como podem se proteger (Foto: Getty Images)

 

  • Deixar o seu filho falar

Nessa conversa, também é importante escutar o que o seu filho tem a dizer. Se até você está com receio, imagina ele. Então além de dar mais informações práticas, é imprescindível não desmerecer o sentimento dele em relação à situação. Ajude as crianças a encontrar caminhos positivos para se expressar, isso pode ser através de atividades lúdicas ou até diálogo. 

 

  • Oferecer apoio às pessoas que estão em maior vulnerabilidade (idosos):

A população idosa é a mais vulnerável frente ao coronavírus. Principalmente para eles, é normal que fiquem mais ansiosos, estressados e agitados, por isso o suporte tanto prático quanto emocional faz a diferença. 

Seguindo esses cuidados, além de ajudar de fato a prevenir o avanço da doença, você não irá propagar o desespero. O pânico é inimigo nessa situação e apenas o diálogo e informação direta podem realmente contribuir para conter a pandemia.

 

Sobre o coronavírus

Os coronavírus são uma família de vírus conhecida há mais de 50 anos. Tem este nome porque parece uma coroa, se visto no microscópio. Algumas cepas infectam seres humanos, outras infectam somente animais. O novo vírus (2019-nCoV) provavelmente é uma mutação que não atingia humanos e, nos últimos meses, passou de um animal para uma pessoa em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade de Wuhan, na China.

O coronavírus é uma doença respiratória (Foto: Getty Images)

O vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de secreções respiratórias do paciente infectado ou por contato com secreções contaminadas seguido de inoculação em mucosas (olhos, nariz ou boca). Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, durante o cuidado com o paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família. Em relação às crianças, há poucos casos de infecção pelo novo vírus.

O diagnóstico é feito através de um exame específico, que coleta de secreção do nariz e da boca do paciente, e pode identificar o material genético do vírus em secreções respiratórias. Até o momento não existe tratamento específico para este vírus. Os pacientes são tratados com medicações para alívio dos sintomas, e suporte de terapia intensiva quando apresentam dificuldade em respirar. Recomenda-se ingestão de líquidos, analgésicos e antitérmicos. Casos mais graves precisam ser internados para receber soro e oxigênio. Pode ser necessária internação em UTI.

 

Como se prevenir

Para se prevenir, A recomendação do Ministério da Saúde é a mesma feita para a prevenção de infecções respiratórias agudas. São elas:

  • Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  • Lavar as mãos com frequência, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
A prevenção é o melhor remédio (Foto: Getty Images)

 

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