Coronavírus: medo da doença deixa supermercados sem comida em Portugal

O país tem até o momento 112 casos confirmados e a população já está estocando alimentos e produtos de higiene/limpeza em casa. O governo diz que não há necessidade para isso

Resumo da Notícia

  • Portugal tem 112 casos confirmados de coronavírus
  • Conversamos com Rosa Maria Fidalgo, que explicou a situação no país
  • Ela conta que produtos enlatados, congelados e secos estão em falta
O país tem 112 casos confirmados até o momento (Foto: Getty Images)

Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou situação de pandemia nesta quarta-feira (11), a preocupação em relação ao coronavírus aumentou muito ao redor do mundo. Empresas foram fechadas, escolas foram canceladas e trabalhadores foram liberados.

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A doença tem levado caos para países como Portugal. Rosa Maria Fidalgo, mãe de Maria Ana, falou com exclusividade para a Pais&Filhos sobre o assunto. “Eu fui a um supermercado perto de casa e, contrário do que costuma acontecer, tinham vários alimentos que já haviam acabado, como secos, enlatados e congelados”.

“As poucas opções que havia, estavam amassadas por terem sido reviradas”, completou. De acordo com ela, as comidas não eram os únicos itens em falta nas prateleiras. Faltam produtos de limpeza e higiene: “Não tem papel higiênico”.

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Rosa Maria enfatiza que é uma situação inédita no país e que nunca viu nada parecido. “Está faltando várias coisas pela corrida desenfreada que parte da população está fazendo”, diz. Ela avisou que o álcool gel está completamente esgotado e só tem álcool para fazer a higienização.

“A situação está bastante preocupante e todo mundo está aflito com o dia de amanhã”, desabafa. A família, que normalmente já tem um estoque de segurança em casa, pretende ir ao supermercado neste sábado (14) para adquirir mais itens: “porque não sei o que vai acontecer”.

A mãe conta que não faltam informações sobre o coronavírus e que o governo, diariamente, dá dicas de como se proteger e atualizações sobre o assunto. Inclusive, ordenou o fechamento de todas as escolas (públicas e privadas) a partir da próxima segunda-feira (16).

“De acordo com o comunicado do ministro, os pais das crianças que não conseguem trabalhar de casa terão um reembolso de 66% do salário. Já quem tem a possibilidade de trabalhar à distância terá o direito à 100%”, conta.

O país tem 112 casos confirmados e havendo um aumento de 44% no último dia. Rosa Maria acrescenta que os pais (com mais de 70 anos de idade) estão muito preocupados com a situação, por estarem no grupo de risco e ter o agravamento de pressão alta e diabetes.

“Eles estão em casa. Infelizmente precisam sair para ir ao hospital e dentista para consultas agendadas, mas fora isso, permanecem ali”, finaliza.

 

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