Coronavírus: tudo o que você precisa saber para proteger a família inteira

Fizemos uma live para tirar todas as dúvidas e mostrar as formas de prevenção durante o ano todo para as doenças respiratórias

Resumo da Notícia

  • No Brasil, há 25 casos confirmados de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus 
  • A taxa de letalidade do Sars-CoV-2, atualmente, é de cerca de 3%, uma taxa inferior se comparada a outras doenças que também são preocupantes aqui no Brasil
  • O grupo de risco do coronavírus engloba pessoas com outras doenças e idosos
  • A transmissão do coronavírus é feita através da mucosa oral, do nariz e dos olhos
  • É importante não deixar o pânico tomar conta da sua família e saber todos os cuidados para se proteger e evitar o contágio
A prevenção é o melhor caminho para proteger sua família do novo coronavírus (Foto: Getty Images)

Até a tarde deste domingo (8), o Brasil confirmou 25 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2). A Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou que o novo coronavírus representa um grande risco para o mundo. Mas  é importante não deixar o pânico tomar conta da sua família e saber todos os cuidados para se proteger e evitar o contágio. Convidamos o Dr. Thiago Caldi de Carvalho, pediatra e especialista em Pneumologia Pediátrica, pai de Ana e Júlia, para uma live em parceria com a Weleda.

Durante o bate-papo, o especialista começou desmistificando uma ideia comum: “Parece que o coronavírus é algo muito recente, mas ele já é muito antigo, vem desde a década de 60”. A questão é que o coronavírus passou por três variações ao longo dos anos até chegar nessa versão que conhecemos hoje. A taxa de letalidade desse novo coronavírus, atualmente, é de cerca de 3%, uma taxa inferior se comparada a outras doenças que também são preocupantes aqui no Brasil. “Sobre a dengue, são mais de 20 mil casos só no estado de São Paulo. A gente vê todo mundo preocupado com coronavírus, mas a minha preocupação é com todas essas outras doenças também. O coronavírus é um assunto sério, que exige cuidados, mas não adianta ficar desesperado”, defende o médico.

Prevenção é tudo!

Assim como para outras doenças respiratórias, a chave é manter a saúde em dia durante o ano inteiro. “A prevenção é a base de tudo, seja para o coronavírus ou qualquer outra doença. Os medicamentos de origem natural podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico e deixar o corpo mais preparado para combater o  vírus”, explica Thiago.  A transmissão do coronavírus é feita através da mucosa oral, do nariz e dos olhos. Confira os cuidados para prevenir e evitar o contágio pelo vírus:

  • Atenção à alimentação: com cardápio variado e saudável
  • Fortalecimento do sistema imunológico: através de medicamentos de origem natural, um cuidado que pode ser feito durante o ano todo
  • Vacinas em dia: mesmo não tendo uma específica para coronavírus, existem vacinas para outras doenças que fortalecem o sistema imunológico
  • Higiene correta: lavar bem as mãos e usar álcool gel; e higienização dos ambientes
  • Etiqueta da tosse: recomendações sobre a forma de tossir e espirrar para evitar transmissões e contaminações
  • Não compartilhar utensílios com pessoas doentes
  • Lugares arejados: manter as janelas abertas e ventilando
  • Sono em dia: criar uma rotina e respeitar o corpo é fundamental para fortalecer o organismo
A lavagem correta das mãos deve durar de 40 a 60 segundos (Foto: Getty Images)

De olho nos sintomas

“O novo coronavírus aguenta ficar parado até 10 dias em um lugar quando está em uma temperatura baixa. A higienização reduz essa sobrevida para um dia”, justifica o especialista. Considerando que estamos em um país tropical durante a primavera, o calor está ao nosso favor no momento. Mesmo assim, é fundamental falar sobre o assunto, até porque, em São Paulo, o clima varia muito em um só dia. “É importante a capacitação dos professores também para perceberem a questão dos sintomas e alertar isso, além da conscientização dos pais, para deixar os filhos em casa, se estiverem doentes”. Conheça os principais sintomas:

  • Febre mais alta
  • Tosse que começa mais seca e evolui para uma com catarro
  • Desconforto respiratório, ou seja, falta de ar e dificuldade para respirar
Os bebês e crianças não estão no grupo de risco do coronavírus (Foto: Getty Images)

O grupo de risco do coronavírus engloba pessoas com outras doenças e idosos. Mais de 80% dos casos ao redor do mundo são de pessoas acima de 30 anos e a maior taxa de letalidade foi entre os idosos. “Não morreu nenhuma criança até agora dos 0 aos 10 anos de idade. Elas vêm mostrando até agora que estão resistindo muito bem ao novo coronavírus”, acrescenta Thiago.

“As pessoas assintomáticas têm um poder muito menor de transmitir para outras pessoas”, afirma o especialista. Por isso, não há motivo para pânico, mas é necessário acompanhar, ter uma vigilância a respeito e ajuda do governo para controlar a situação com todos recursos possíveis. Se você estiver com algum dos sintomas, procure o seu médico para saber sobre os próximos passos. O coronavírus é uma questão social e depende de todos para deixar de ser uma pandemia.

Assista à live completa:

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