Covid-19: Mutação do vírus encontrada no Reino Unido chega a outros países

O novo gene é altamente transmissível, mas não existem estudos que comprovam que ele seja mais letal ou resistente às vacinas desenvolvidas

Resumo da Notícia

  • Nova variante do coronavírus é descoberta
  • B.1.17 é a sigla da cepa
  • O gene apareceu no sudoeste do Reino Unido
  • Veja mais na matéria abaixo!

A nova variante do coronavírus foi descoberta no sudeste do Reino Unido e já está em outros países como Holanda, Dinamarca e Austrália de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) que informou para a rede de notícias inglesa BBC e ao Financial Times neste domingo. O primeiro paciente que teve essa variante foi diagnosticado em Roma, na Itália e ele havia chegado há 4 dias vindo do Reino Unido. Esse novo vírus já tem um novo nome: B.1.1.7.

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Também segundo a OMS, não existe indícios de que essa nova variante seja mais mortal do que as outras, porém ela se espalha de forma rápida e isso causa preocupações entre os cientistas do mundo e o Primeiro-Ministro inglês Boris Johnson fala que essa nova cepa pode ser até 70% mais transmissível que as outras.

A pesquisa foi feita na Islândia (Foto: Getty Images)

E a alta taxa de transmissão da B.1.1.7 conduziu, neste domingo, os governos Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, El Salvador, França, Irlanda, Israel, Itália e Holanda a proibirem vôos e trens procedentes do Reino Unido. Já na Austrália não existe de relatos oficiais que confirmam que essa nova variante seja a responsável pelo aumento dos casos. Mas, a capital Sidney foi isolada do resto país, porque o número de casos aumentou.

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Os testes foram suspensos nesta segunda-feira (Foto: iStock)

Os cientistas britânicos estão estudando como essa variante pode afetar ou não a gravidade da infecção e a imunização, entretanto eles se mostram otimistas e acreditam que as vacinas contra o coronavírus também imuniza essa variante.

A B.1.1.7 já pode estar em outros países, além dos citados acima, uma vez que a descoberta dele demanda métodos mais sofisticados que fazem uma leitura de 30 mil letras do código genético da Sars-Cov-2 e necessita de uma máquina de sequenciamento especializados. Outro ponto preocupante é que p B.1.1.7 não é a primeira variação da Covid-19.

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