Covid-19: Planos de saúde serão obrigados a cobrir testes rápidos

A decisão foi tomada após o aumento de casos de covid-19 por causa da circulação da variante Ômicron no país

Resumo da Notícia

  • Planos de saúde serão obrigados a cobrir testes rápidos de covid-19
  • A medida foi tomada em meio a alta de casos da variante Ômicron por todo o país
  • O Brasil bateu o recorde de casos de covid-19 desde o início da pandemia

Na última quarta-feira, 19 de janeiro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a medida que obriga planos de saúde a cobrir testes rápidos de covid-19. A medida foi tomada após uma alta nos casos da variante Ômicron no país – que bateu recorde de infectados com coronavírus desde o início da pandemia.

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A partir de agora, planos de saúde cobrirão o teste antígeno para pacientes com planos hospitalar, ambulatório ou de referência. Usuários com sintomas de gripe ou com Síndrome Respiratória Aguda Grave com sintomas do 1º ao 7º dia deverão levar o encaminhamento médico para a cobertura do procedimento.

Para a CNN Brasil, o presidente da ANS Paulo Rebello avaliou que, “Neste momento, compreendemos que a inclusão do teste rápido para detecção de antígeno pode ser realmente útil, tendo em vista que os testes rápidos são mais acessíveis e fornecem resultados mais rapidamente que o RT-PCR, por exemplo”.

A Anvisa deve decidir sobre o uso de autotestes hoje
A Anvisa deve decidir sobre o uso de autotestes hoje (Foto: Freepik)

E completa, “Assim, o teste de antígenos pode ampliar a detecção e acelerar o isolamento, levando a uma redução da disseminação da doença e, por consequência, a uma diminuição da sobrecarga dos serviços laboratoriais. Ao mesmo tempo em que tomamos a decisão responsável de manter o acesso ao padrão ouro de diagnóstico, o RT-PCR”.

Na quarta-feira, 19 de janeiro, o governador de São Paulo João Dória realizou uma coletiva de imprensa para transmitir novas informações sobre a pandemia da covid-19 no estado.

Dados do Censo Covid, fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde, mostraram que houve um aumento de 61,3% no número de crianças e adolescentes hospitalizados em Unidades de Terapia Intensa (UTI) por causa da covid-19 entre 15 de novembro de 2021 e 17 de janeiro de 2022.

Em novembro do último ano foram registrados 106 pessoas com menos de 18 anos internados em estado grave em hospitais. Em janeiro, esse número subiu para 171 jovens e crianças nas UTIs.

O pico de contágio e hospitalizações aconteceu logo após a virada do ano: em 3 de janeiro, haviam 116 cranças e adolescentes em estado grave. No dia 10, segunda-feira, o número saltou para 158 internados. “Os dados evidenciam a necessidade de acelerarmos a vacinação infantil”, afirmou João Dória.