Covid-19: quem já ficou doente precisa tomar a vacina?

Segundo infectologistas procurados pela BBC Brasil, a resposta pode não ser tão simples assim

Resumo da Notícia

  • Com a aprovação dos primeiros planos de vacinação, muitas dúvidas relacionadas à imunização contra a Covid-19 começam a surgir.
  • Entre elas, uma se destaca: quem já ficou doente precisa receber a vacina?
  • De acordo com dois infectologistas, a resposta não é tão simples assim

Com a aprovação dos primeiros planos de vacinação, muitas dúvidas relacionadas à imunização contra a Covid-19 começam a surgir. Entre elas, uma se destaca: quem já ficou doente precisa receber a vacina? De acordo com dois infectologistas procurados pela CNN Brasil, a resposta não é tão simples assim.

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A vacinação causa dúvidas (Foto: Unsplash)

Para a médica Ho Yeh Li, coordenadora da UTI de Infectologia do Hospital das Clínicas da USP, a vacina é sim recomendada para quem já teve contato com o vírus. Ela explica que por ser uma doença nova, as pesquisas ainda não mostraram nenhum resultado exato sobre a permanência dos anticorpos no sistema imunológico dessas pessoas.

“A maioria dos estudos fizeram acompanhamento de 3 a 5 meses e boa parte dos pacientes mantém anticorpos detectáveis, mas ainda não dá para dizer o que isso realmente significa, porque há pacientes que, mesmo com anticorpo, se reinfectaram”, afirma.

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Assintomáticos também devem se vacinar

(Foto: Unsplash)

E se a pessoa desenvolveu um quadro assintomático ou muito leve do coronavírus, a história ainda se complica. Esse grupo, como explica o infectologista Alberto Chebabo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e Diretor Médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho/UFRJ, tem uma chance menor de desenvolver imunidade quando comparadas a quem teve a doença de maneira grave.

Vale ressaltar, porém, que a vacina não vai oferecer riscos para quem já teve Covid-19. Os infectologistas explicam que também é cedo para afirmar quanto tempo durará a produção trazida pela vacina. Assim como a gripe, o coronavírus pode necessitar de uma dose anual do imunizante. Caso o vírus não sofra mutações, uma dose única pode ser suficiente para toda a vida.

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