Covid-19: Reino Unido aprova vacina da Pfizer e iniciará aplicação na próxima semana

O país se tornou o primeiro do mundo a aprovar a vacina contra o novo coronavírus (Pfizer/BioNTech) para uso generalizado na população

Resumo da Notícia

  • Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a aprovar o uso da vacina Pfizer-BioNTech contra a o novo coronavírus
  • O imunizante estará disponível no país no início da próxima semana
  • Embora a vacinação possa começar no país, as pessoas ainda precisam seguir as restrições para impedir a propagação do vírus

Nesta quarta-feira, 2 de dezembro, o Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a aprovar o uso da vacina Pfizer-BioNTech contra a o novo coronavírus e comunicou que o imunizante estará disponível no país no início da próxima semana.

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O imunizante estará disponível no país no início da próxima semana (Foto: Freepick)

Na última semana o laboratório afirmou que a vacina, que oferece até 95% de proteção contra a covid-19, é segura para adoção. Hospitais e profissionais de saúde deverão ser os primeiros a se beneficiarem da imunização e Londres indica que reservou 40 milhões de doses que começarão a desembarcar das fábricas da empresa na Bélgica.

A vacinação em massa de todas as pessoas com mais de 50 anos, bem como de pessoas mais jovens que se enquadram no grupo de risco, pode acontecer à medida que mais estoques se tornam disponíveis em 2021.  O órgão responsável pela produção da vacina, disse que a autorização de uso emergencial da Grã-Bretanha marca um momento histórico na luta contra a Covid-19.

“Essa autorização é uma meta pela qual temos trabalhado desde que declaramos que a ciência vencerá, e aplaudimos a MHRA por sua capacidade de conduzir uma avaliação cuidadosa e tomar medidas oportunas para ajudar a proteger o povo do Reino Unido”, disse o CEO Albert Bourla, segundo à CNN.

Embora a vacinação possa começar no país, as pessoas ainda precisam seguir as restrições para impedir a propagação do vírus, dizem os especialistas. Ou seja, manter o distanciamento social e as máscaras faciais, testar as pessoas que podem ter o vírus e pedir que se isolem.

Vacina em duas doses

O imunizante é o mais rápido de todos os tempos a ir do conceito à realidade, levando apenas 10 meses para seguir os mesmos passos de desenvolvimento que normalmente duram uma década. A vacina da Pfizer é administrada em duas injeções, com 21 dias de intervalo, sendo a segunda dose um reforço.

Durante o estudo da vacina foram analisados 170 casos confirmados da Covid-19 e os testes envolveram pessoas com mais de 65 anos e, a partir desta faixa etária, a vacina se mostrou mais de 94% eficaz. Ou seja, se uma vacina tem 95% de eficácia, isso significa dizer que a pessoa tem 95% menos chance de pegar a doença se for vacinada do que se não for.

Das 170 pessoas analisadas, 8 tomaram a vacina experimental e 162 receberam o placebo (uma substância inativa). O imunizante, aplicado em duas doses, só é eficaz a partir de 28 dias.

Um ponto negativo da vacina é a necessidade de manter o imunizante em uma temperatura de menos 70°C para evitar que a substância perca seu efeito. Isso pode se tornar um grande empecilho em regiões remotas ou muito quentes, como o Brasil.

Pfizer no Brasil

Nesta terça-feira, 01 de dezembro, o Ministério da Saúde afirmou que as vacinas incluídas no Plano Nacional de Imunização devem ser ‘fundamentalmente’ armazenáveis em temperaturas de 2ºC  a 6°C. Ou seja, a vacina desenvolvida peça Pfizer não deve ser aplicada no Brasil, pois as condições de armazenamento do imunizante exige uma temperatura de -70°C.