Covid-19: veja 7 hábitos que não estão te protegendo e que você (provavelmente) não sabia

A cientista e farmacêutica Mariane B. C. Nardy, mãe de Gabriel, doutora em Genética pela UNICAMP e professora da universidade norte-americana MUST University, na Flórida, explicou o motivo pelos quais a proteção não acontece e como substituir as práticas

Resumo da Notícia

  • Já estamos há 1 ano enfrentando a pandemia de covid-19
  • É normal flexibilizar um pouco os cuidados com o cansaço, mas o risco de contaminação continua a solta
  • Veja 7 hábitos que praticamos e não estão nos protegendo do novo coronavírus tanto quanto achamos!

Já estamos há 1 ano enfrentando a pandemia de covid-19, claro que muitas vezes, pelo cansaço, flexibilizamos um pouco os cuidados. No entanto, independente do cansaço, o risco de se contaminar, e contaminar a sua família continua aí! Mas também tem outro fator nessa equação: e quando achamos que estamos nos protegendo, mas na verdade não estamos?

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A cientista e farmacêutica Mariane B. C. Nardy, mãe de Gabriel, doutora em Genética pela UNICAMP e professora da universidade norte-americana MUST University, na Flórida, explica 7 hábitos que praticamos e não estão nos protegendo tanto do novo coronavírus quanto achamos! Confira:

Lavar as mãos em menos de 40 segundos

Todos sabemos que temos que lavar as mãos com água e sabão, mas a higienização deve durar 40 segundos, pelo menos. “Esse é o tempo estimado para que haja a dissolução do componente lipídico do envoltório do vírus e consequentemente sua destruição”, explica a doutora em Genética.

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Usar álcool em gel com concentração superior a 70% ou a versão líquida para higienizar as mãos

O problema aqui é que o álcool em gel em concentração superior a 70% e a versão líquida evaporam rápido demais e, por conta disso, a ação sobre o vírus é comprometida.

Usar máscaras com tecidos finos demais

Mariane conta que as máscaras N95, ou PFF2, aquelas utilizadas pelos profissionais de saúde na linha de frente de combate ao vírus, são as apontadas pelos especialistas como mais eficazes para evitar infecções pelo ar. Mas, máscaras cirúrgicas também são uma opção, assim como as de tecido. No entanto, elas devem possuir tecido duplo ou triplo. Se forem muito finas, partículas no ar contaminadas podem atravessá-las.

As máscaras mais indicadas são a N95 e PFF2 (Foto: Getty Images)

Limpar os sapatos em tapetes sanitizantes

Esse é complicado! Já que a maioria dos calçados que utilizamos não foi feita para ser higienizada pelos tapetes e têm, por exemplo, reentrâncias. Outros, que são abertos, permitem que o líquido desinfetante chegue à pele e cause irritação. “Deve-se considerar ainda a eficácia do desinfetante, sua concentração, o tempo de evaporação, o tempo que o solado fica em contato com o desinfetante, entre outros fatores”, comenta Mariane. A médica deixa a dica de que a melhor alternativa para não levar coronavírus  para dentro de casa é deixar os calçados na entrada.

Lavar frutas só com água

Higienizar os alimentos depois de chegar do supermercado já é rotina, independentemente da pandemia. A professora ainda reforça: “Embora não haja indícios de transmissão do vírus por alimentos, frutas, legumes e verduras devem ser lavados e desinfetados com solução de cloro”, diz. Apenas água não adianta! A solução de cloro, segundo o Conselho Federal de Química, é de 15 ml (1 colher de sopa rasa) de água sanitária (com concentração entre 2% e 2,5%) para cada 1 litro de água, com imersão das frutas, verduras e legumes por 15 minutos.

Não basta lavar as frutas só com água para se proteger da covid-19 (Foto: DIvulgação)

Passar por cabines de luz ultravioleta para desinfecção

Alguns hipermercados têm utilizado cabines de luz ultravioleta para higienizar as compras dos clientes. Doidera, né? Por mais que interessante, Mariane B. C. Nardy explica que a prática não tem recomendação oficial pelas muitas variáveis que envolvem a aplicação para que ela seja eficaz e segura.

Higienizar superfícies e embalagens com álcool líquido

Último, mas não menos importante (inclusive muito comum!). Como a doutora já explicou, o álcool líquido, independentemente da concentração, evapora muito rápido, o que não garante a destruição do vírus. Logo, “embalagens de produtos devem ser higienizadas com álcool em gel 70%”, recomenda.

Para destruir o vírus não serve álcool líquido, nem os com concentração maior que 70% (Foto: Getty Images)