Pais acusam creche de rejeitar criança autista: “É sofrido”

Gedeilson da Silva e Tatiane Costa são pais de Bryan, um garoto de 3 anos diagnosticado com espectro autista. O casal contou que uma creche rejeitou o menino após lerem o laudo da criança.

Resumo da Notícia

  • Ao levar os documentos do filho para uma creche da cidade, Tatiane Costa foi surpreendida com a rejeição de Bryan na instituição
  • Os pais do garoto afirmaram que ele foi rejeitado após os servidores terem lido o laudo que apontava autismo na criança
  • Os responsáveis pela creche se pronunciaram, alegando que, no momento, não tinham as condições necessárias para receber a criança

Uma família de Ji-Paraná, um município do estado de Rondônia, denunciou uma creche local por não ter permitido o ingresso do filho, de 3 anos de idade, na instituição, logo após os servidores terem tido acesso ao laudo que apontava autismo na criança.

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Segundo Gedeilson da Silva e Tatiane Costa, os pais de Bryan, no momento da matrícula do filho no estabelecimento educativo, os funcionários da “Cantinho do Céu” afirmaram que não poderiam permitir que ele frequentasse a creche .

“Eu levei todos os documentos na última segunda-feira (dia 11 de outubro), no horário que pediram. Lá eles me deram formulários para preencher. Até que olharam o laudo médico dele e a moça perguntou ‘mas ele é autista?’. Eu disse que sim e ela saiu da sala. Quando voltou disse que a vaga já tinha sido ocupada na sexta-feira. Nessa hora eu já estava preenchendo o formulário da matrícula”, explicou a mãe em entrevista para a Rede Amazônica.

Bryan, de 3 anos de idade, brincando no celular
Bryan, de 3 anos de idade, brincando no celular dos pais (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Além disso, o casal afirmou ainda que a recomendação de colocar a criança em uma creche veio de uma neurologista, para ajudar na socialização de Bryan, que foi diagnosticado com um quadro de Transtorno do Espectro Autista. A família relatou também que antes moravam em Guajará-Mirim (RO), entretanto, após identificarem a síndrome no filho, decidiram se mudar em agosto de 2021 para Ji-Paraná a fim de encontrar melhores condições para cuidar do garoto.

“Ela foi fazer a matrícula e eu fiquei em casa com o Bryan, depois ela voltou chorando, tremendo e me contou. Foi muito triste. É sofrido”, contou Gedeilson. O objetivo da matrícula de Bryan era também conseguir um atendimento no Centro de Autismo, local com cuidados específicos para o transtorno, porém, segundo a mãe, era necessário antes que ele estivesse estudando em uma creche pública para ingressar na entidade.

Os responsáveis pela creche se pronunciaram, alegando que, no momento, não tinham as condições necessárias para receber a criança. A creche Cantinho do Céu é uma unidade filantrópica e tem convênio com a Prefeitura de Ji-Paraná.