Criança com síndrome de Down e problemas cardíacos não vê pais há um ano por conta da pandemia

Eduardo, de 7 anos, está em isolamento social com os avós e só vê o resto da família à distância

Resumo da Notícia

  • Criança com síndrome de Down e problemas cardíacos não vê pais há um ano
  • O motivo é a pandemia de coronavírus
  • Eduardo está em quarentena na casa dos avós

Criança com síndrome de Down e problemas cardíacos não vê pais há um ano por conta da pandemia. Eduardo Kozenieski, de 7 anos, está isolado com os avós e só vê o resto da família à distância, desde o ano passado. O menino vive atualmente em Santa Rosa, no Noroeste do estado do Rio Grande do Sul, a 60 quilômetros de distância de seus pais e irmã gêmea.

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Eduardo está em isolamento social com os avós, sem ver os pais por um ano (Foto: Getty Images)

A família inovou nos aniversários e no Natal, fazendo todas as festas em frente a casa dos avós do menino. Além disso, eles aderiram o “abraçador”, um plástico com buracos para os braços feito para amenizar a saudade. Até brincadeiras são feitas respeitando o distanciamento. Eduardo e a irmã jogam vôlei por cima da grade da casa dos avós. “A gente está fazendo isso pra proteger nosso filho”, disseram os pais de Eduardo à RBS TV.

“Quando ele nasceu nós ficamos sabendo que ele tinha um problema grave cardíaco e síndrome de Down. O nosso filho ficou o primeiro ano da vida dele praticamente em UTIs e hospitais. Quando chegou a pandemia, nós conversamos e nós decidimos que no que dependesse de nós o nosso filho não voltaria pra uma UTI”, contou Eli Regina Kozenieski, mãe do garoto.

Sobre a educação de Eduardo, sua avó Rita ficou responsável. O menino tinha começado o primeiro ano, quando começou a pandemia. Ele aprendeu a ler durante o isolamento e sua avó contou orgulhosa o resultado: “Ler ele sabe bem”. Praticando o novo ensinamento, o menino deixa mensagens aos pais perto do muro da casa. Por enquanto, Eduardo irá continuar em isolamento e os pais torcem para um reencontro em breve: “A gente tem uma esperança muito grande que logo se resolva, mas hoje nós temos muito medo”, disse a mãe.