Criança de 3 anos morre afogada após passar 7 dias entubada na UTI

O menino passou cerca de 10 minutos submerso na piscina da própria casa

Resumo da Notícia

  • Criança de 3 anos morre afogada
  • Ela passou 7 dias entubada na UTI
  • Ele ficou cerca de 10 minutos submerso na água

Na quarta-feira, 2 de março, uma criança de 3 anos se afogou em uma piscina em casa, no Distrito Federal. Após o acidente ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga, onde ficou internada por 7 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na última quinta-feira, 10 de março, ela faleceu.

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De acordo com o Corpo de Bombeiros, o menino ficou cerca de 10 minutos submerso. Ela foi encontrada pelo tio e entrou em parada cardiorrespiratória. Ele tentou ser socorrido por 45, mas precisou ser entubada e não resistiu.

Criança de 3 anos morre afogada na piscina
Criança de 3 anos morre afogada na piscina (Foto: Reprodução / CBMDF)

Afogamento infantil: como prevenir esse tipo de acidente

No Brasil, os afogamentos são a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos*. E a grande maioria deles acontece quando ignoramos os riscos e não respeitamos os limites. Como as crianças não têm maturidade e nem noção do que pode ser perigoso ou não, cabe aos pais e responsáveis orientar e supervisionar o tempo todo. Especialmente porque o afogamento nem sempre acontece só em piscinas ou praias.

As crianças, principalmente as menores, podem se afogar em baldes, bacias e até no vaso sanitário. Quando são pequenas, a cabeça e os membros superiores das crianças são mais pesados que o restante do corpo. Fica fácil perder o equilíbrio, cair e depois não saber como levantar. Por isso mesmo, todo cuidado é pouco.

“Cuidar não é só ficar olhando. É muito mais do que isso. Para tomar conta mesmo, é preciso abrir mão da diversão, do celular… Porque, depois que o acidente acontece, não tem mais volta”, alerta o pediatra Marco Antônio Chaves Gama, pai de Bruno e Gabriela e presidente do Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Bebê de 1 ano morre após se afogar na piscina durante aniversário do irmão
Bebê de 1 ano morre após se afogar na piscina durante aniversário do irmão (Foto: Getty Images)

Apesar de comum, o afogamento infantil pode ser evitado com atitudes muito simples. O primeiro passo é sempre supervisionar e orientar sobre os riscos. A seguir, listamos o que você pode fazer para manter seu filho em segurança:

  • Evite deixar brinquedos perto da piscina ou dentro d’água. Eles podem chamar a atenção das crianças e fazer com que elas se arrisquem para pegá-los. Assim que acabar a brincadeira, recolha tudo;
  • Antes de entrar na água, explique sobre os riscos de ralos e bombas de sucção. Mostre para a criança onde eles estão localizados naquela piscina. Se seu filho tem o cabelo mais comprido, prenda num rabo de cavalo ou use touca de natação;
  • Explique que brincadeiras de empurrar, pular e prender a respiração debaixo d’água não são legais e nunca devem ser feitas;
  • Se possível, instale barreiras que dificultem o acesso à piscina. Podem ser cercas, muros ou portões, que de preferência possam ser fechados com chaves ou cadeados. As capas de piscina até garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
  • Para crianças menores de 6 anos, prefira escolas e creches sem piscina.

Essas dicas de proteção são focadas para evitar casos de afogamentos atrelados à piscinas – na sua casa ou em outro local que você frequenta com a sua família. Veja mais sobre o assunto, como evitar esse tipo de acidente e o que fazer caso o seu filho se afogue.