Criança recebe tratamento tardio após ser diagnosticada com prisão de ventre ao invés de câncer raro

Após 6 meses do primeiro diagnóstico, a família da menina de 2 anos recebeu a notícia sobre a existência de um tumor raro de 14 cm no fígado

Resumo da Notícia

  • Gracie é uma menina de 2 anos que foi diagnosticada com prisão de ventre
  • Após 6 meses, a família da criança descobriu que na verdade ela era portadora de um câncer raro no fígado
  • Agora, Gracie está procurando reduzir o tumor através de quimioterapia e radioterapia

Grace é uma menina de 2 anos de idade que perdeu 6 meses de tratamento contra um câncer raro após os médicos a diagnosticarem com prisão de ventre. Agora, a criança está passando por quimioterapia e radioterapia agressivas em uma tentativa de reduzir o tumor descoberto tardiamente.

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De acordo com o jornal britânico Metro, a mãe de Gracie decidiu encaminhá-la para o Birmingham Children’s Hospital ao notar que a filha havia perdido o apetite e estava mais cansada do que de costume. “Os médicos nos garantiram que era prisão de ventre e nós apenas pensamos que estava tudo resolvido”, revelou Louise Millward, de 34 anos, durante entrevista exclusiva em maio de 2020 .

Gracie antes e depois do diagnóstico tardio
Gracie antes e depois do diagnóstico tardio (Foto: Reprodução Louise Millward / SWNS)

Apesar do diagnóstico, tanto ela quanto o marido, Don, continuaram preocupados já que o quadro de Gracie continuava piorando. O casal decidiu novamente levar a menina para o hospital, onde receberam a notícia que a filha estava com hepatoblastoma, câncer raro no fígado que afeta uma ente um milhão de crianças.

“O tamanho do tumor quando ela foi diagnosticada tinha 14 cm de comprimento. Para uma criança de 23 meses ter 14 cm de comprimento no fígado é enorme. Se tivesse sido diagnosticado adequadamente em maio, então talvez não tivesse ficado tão grande e poderia ter sido resolvido mais rapidamente”, contou a britânica.

Logo após o diagnóstico, a família precisou enfrentar as consequências do câncer. “O pulmão direito dela entrou em colapso; ela tinha um sangramento no fígado e os níveis de hemoglobina caíram imediatamente. Grace agora está passando por quimioterapia e radioterapia agressivas em uma tentativa de reduzir o tumor”, afirmou Louise que, ainda, revelou que até o momento 13% do tamanho do tumor foi diminuído.

Quanto ao futuro, os pais da menina de 2 anos de idade não sabem ao certo se ela precisará ou não enfrentar uma cirurgia para remover e realizar o transplante do fígado. De acordo com os cirurgiões responsáveis pelo caso, Gracie poderá sobreviver com um terço do órgão