Crianças de 5 a 11 anos começam a ser vacinadas contra a Covid-19 na Europa

Países europeus estão fazendo campanhas de conscientização para aumentar a taxa de imunização

Resumo da Notícia

  • Europa começou a vacinar crianças contra a Covid-19
  • A vacinação está sendo aplicada entre crianças de 5 a 11 anos de idade
  • Países europeus estão fazendo campanhas de conscientização para aumentar o número de imunização

Nesta última quarta-feira, 15 de dezembro, alguns países europeus começaram o processo de vacinação contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade.

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Entre os países que iniciaram a forte campanha de vacinação se incluem Alemanha, Hungria e Grécia. A aceleração do processo se intensificou após a chegada da variante ômicron.

De acordo com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, a nova variante ômicron pode ser “dominante na Europa em meados de janeiro”.

Dose reforço da vacina Pfizer protege até 75% contra casos sintomáticos da variante ômicron
Crianças de 5 a 11 anos começam a ser vacinadas contra a Covid-19 na Europa (FOTO: Myke Sena / Reprodução / CNN Brasil)

Apesar de já possuir 66,6% da população do bloco vacinada, ainda há um grande incentivo em cima desse assunto, através de projetos e campanhas de conscientização, para que aumente a quantidade de pessoas imunizadas. “O preço que pagaremos se as pessoas não estiverem vacinadas continuará aumentando”, especialmente devido às festas de fim de ano que estão se aproximando.

Nova variante ômicron

No dia 26 de novembro, a OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou detalhes sobre a nova cepa do SARS-CoV-2, que batizou de ômicron, descoberta originalmente na África do Sul há cerca de duas semanas. Recentemente, essa nova variante se tornou motivo cada vez maior de preocupação por parte dos cientistas.

A nova variante sul-africana foi classificada como "preocupante" pela OMS 
A nova variante sul-africana foi classificada como “preocupante” pela OMS (Foto: Unsplash)

De acordo com eles, a ômicron surpreendeu os pesquisadores devido à quantidade de mutações que essa cepa apresenta, oito vezes maior do que as demais outras já identificadas e classificadas.

A explicação dos cientistas para o número inédito é a de que, pelo fato de apenas 7% dos habitantes do continente africano estarem totalmente vacinados, a disseminação e surgimento do vírus são facilitadas. “Surgem mutações nos vírus o tempo inteiro. As variantes que conseguem se disseminar são aquelas que tem uma capacidade maior de replicação e tem uma vantagem adaptativa. Os locais com baixos níveis de vacinação são locais mais propícios para o surgimento de novas variantes.”, afirma o infectologista Dr. Gerson Salvador, pai de Laura, Lucas e Luís.