Crianças e grávida recebem vacina contra covid-19 no lugar da imunização para a gripe

Na última terça-feira, 15 de abril, 46 pessoas, entre adultos e crianças, receberam a CoronaVac e devem receber acompanhamento médico

Resumo da Notícia

  • Na última terça-feira, 15 de abril, 46 pessoas, entre adultos e crianças, receberam a CoronaVac - vacina contra a covid-19, no lugar da vacina contra a gripe comum;
  • O engano aconteceu em Itirapina, interior de São Paulo;
  • As pessoas vacinadas devem ser acompanhadas por médicos.

Na última terça-feira, 15 de abril, 46 pessoas, entre adultos e crianças, receberam a CoronaVac – vacina contra a covid-19, no lugar da vacina contra a gripe comum. O engano aconteceu em Itirapina, interior de São Paulo – e as pessoas vacinadas devem ser acompanhadas por médicos.

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Entre os vacinados estão 28 crianças e uma grávida. Ao G1, o infectologista Bernardino Souto explicou que os os casos devem ser acompanhados:  “A luz da experiência com outras vacinas feitas com vírus inativado é possível que as crianças e gestantes acidentalmente vacinadas com a Coronavac não tenham efeitos adversos importantes, mas não há estudos clínicos suficientes para dar essa certeza”.

A vacina da Johnson teve pausa no uso por causar coagulação rara nos imunizados (Foto: Freepik)

O profissional ainda garante: “É adequado manter essas pessoas sob monitoramento ao longo de algumas semanas ou meses para verificar alguma ocorrência que possa ser relacionada à vacina. No caso das gestantes, é adequado que também seja feito com os recém-nacidos.”

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Itirapina, uma técnica de enfermagem pegou os frascos das vacinas para a covid-19 por engano e colocou na àrea de vacinas para a gripe. Em nota, a prefeitura da cidade disse que as pessoas vacinadas não correm riscos.

“Todas as providências para a segurança dessas pessoas foram tomadas e, segundo orientação dos médicos especialistas consultados, o fato não traz riscos para a saúde dos envolvidos” – que devem ser acompanhados por 14 dias para analisar possíveis efeitos colaterais. Ainda não se sabe se essas pessoas receberão a segunda dose.

(Foto: Getty Images)