Muito triste! Crianças estão sendo “alugadas” para pedir esmolas nas ruas de Fortaleza

O juiz Manuel Clístenes acredita que quem está colocando as crianças nas ruas faz parte de um sistema profissional para o ‘negócio’

Resumo da Notícia

  • Crianças estão sendo alugadas em Fortaleza para pedir esmolas
  • O juíz Manuel Clístenes acredita ser um sistema profissional que está cuidando do ‘negocio’
  • Órgãos como o Conselho tutelar e o Ministério Público do Ceará já foram acionados para investigar o caso

O juíz Manuel Clístenes, da 5ª Vara da Infância e da Juventude de Fortaleza do Tribunal de Justiça do Ceará, disse que algumas crianças estão sendo alugadas em Fortaleza para pedir esmolas, segundo o portal O Povo.

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O que mais intrigou o juiz foi que muitas pessoas estão fazendo isso no estado, mesmo não tendo nenhum vínculo com as crianças. “Tem gente alugando crianças para pedir esmolas em Fortaleza. Muitas dessas pessoas estão identificadas, são adultos que não têm nenhum vínculo familiar com os pequenos e os exploram na hora de pedir”, falou Manuel.

Segundo os dados da Prefeitura de Fortaleza, cerca de 1.107 crianças estão pedindo esmolas na cidade pelos centros comerciais e com a pandemia do Coronavírus, pedintes das ruas começaram a se alojar dentro de shoppings e supermercados.

Manuel Clístenes ainda apontou que existe uma cota diária de 100 reais por pedinte perto dos shoppings RioMar e Iguatemi, em Fortaleza. “É possível que exista um sistema profissional de exploração da mendicância. Eles recolhem, camuflam em um local onde estão pedindo e voltam a pedir a mesma coisa. Como estão pedindo muito leite em pó e fraldas, provavelmente tem alguém por trás desse comércio”, apontou o juíz.

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As crianças estão indo frequentemente para as ruas pedir dinheiro (Foto: Getty Images)

Órgãos como o Conselho Tutelar, Fundação da Criança (Funci), Ministério Público do Ceará, Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, foram acionados para investigar esse ‘esquema’ das crianças estarem sendo alugadas.

“Há quem realmente esteja em situação de vulnerabilidade, mas também há gente se aproveitando do contexto de necessidade extrema para alimentar uma suposta rede de exploração da mendicância em Fortaleza”, finalizou o Juíz, apontando que pessoas podem estar se aproveitando das crianças.