Crianças sobreviventes da Síria abrem o coração sobre sonhos para o futuro: “Um pouco de paz”

O repórter Estevan Muniz foi até a Turquia para conhecer crianças refugiadas e relatar detalhes das histórias de superação

Resumo da Notícia

  • Ao longo de dez anos de conflitos na Síria, diversas famílias carregam histórias emocionantes
  • O fantástico mostrou histórias de crianças refugiadas na Turquia
  • Todas sonham em voltar a ter uma vida tranquila, apesar das mudanças

Em março de 2011, começou um dos maiores conflitos que ainda não terminou. Ao longo desses dez anos, na Síria, famílias que sobrevivem aos bombardeios e carregam histórias emocionantes. Neste último domingo, 28 de março, o Fantástico mostrou alguns relatos.

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Crianças da Síria contam sonhos para o futuro (Foto: Reprodução / Fantástico)

No começo de 2020, antes da pandemia começar e antes da recomendação do uso de máscaras, a equipe de reportagem viajou à Turquia, onde vivem 3,6 milhões sírios. Mustafa Sahari, pai de Hamman, de 15 anos, conta o sufoco que a família passa após sofrer um ataque.

“Meu filho está nessa condição há quase 2 anos e meio, quase 40% do corpo dele está machucado, principalmente no rosto. Temos que voltar para Síria por necessidade, mas ele não quer, ele tem medo do sons dos aviões. O ataque aconteceu em uma escola, caiu uma bomba do céu e ele se feriu. O trauma que ele passa quando ouve o avião é muito difícil, ele até começa a tremer”, disse Mustafa Sahari.

Taha Al-Sawas, de 13 anos, também foi vítima de um bombardeio. “Meu nome é Taha, eu perdi meu pé durante um bombardeiro. Passei por diversas cirurgias mais ainda tenho um fragmento no fígado”, diz Taha. “O prédio caiu e ele ficou sobre os escombros, já faz 4 anos”, explica Yasmine Al-Salem, mãe do Taha.

O menino diz que gostava de ir a escola, mas gora ele evita frequentar devido as condições após o bombardeio. “Eu quero ir para escola, mas meus amigos me acham estranho, eles não gostam de mim, não me deixam jogar bola com eles”, diz Taha.

Um ano de dois meses depois, a Síria ainda está em isolamento devido a pandemia do novo coronavírus. Hamman já fez duas novas cirurgias. Taha ainda espera para retirar o fragmento do fígado e quer uma prótese mais moderna para a perna.

Agora, todas sonham em voltar a ter uma vida tranquila, apesar das mudanças. “Com medicina, ciência e solidariedade, todas resistiram. Mais que vítimas, elas são sobreviventes e com uma chance de viver a infância, começam a encontrar um pouco de paz”, diz o repórter Estevan Muniz.