Decisão histórica! Sudão aprova lei que proíbe mutilação genital de meninas

A prática é muito comum em diversos países da África e Oriente Médio e pode causar diversos danos à saúde da mulher

Resumo da Notícia

  • Lei proíbe mutilação de genitálias femininas no Sudão
  • A prática é muito comum em países da África e Oriente Médio
  • A mutilação pode gerar diversos problemas para as mulheres
  • Quem cometer o crime poderá sofrer pena de até 3 anos de reclusão
Lei proíbe mutilação de genitália feminina no Sudão (Foto: Shutterstock)

Uma prática muito comum no Sudão foi proibida no dia 22 de abril. Uma lei aprovada pelos Conselhos Soberano e Ministerial do país proibiu a prática de mutilação genital feminina no país — que consiste na retirada de partes dos órgãos genitais da mulher.

Pois é, por mais absurdo que essa prática soe aos nossos ouvidos inseridos na cultura brasileira, a mutilação era algo muito comum no Sudão. Segundo dados da Unicef, 86,6% de todas as mulheres do país tinham sido vítimas dessa prática em 2014.

Atualmente, quem cometer o crime pode sofrer pena de até 3 anos de reclusão, segundo o UOL Universa.  Abdullah Fadil, representante da Unicef no país, disse que a ideia é aumentar a conscientização entre os diferentes grupos, como parteiras, profissionais de saúde, pais e jovens.

A mutilação da genitália feminina é comum em diversos países da África e Oriente Médio. Amparada pelos costumes culturais e religiosos, a prática é considerada um importante pilar do casamento e é frequentemente vista como um rito de passagem.

Esse ritual, no entanto, tem machucado muitas garotas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mulheres e meninas que sofreram com essa prática enfrentam riscos à saúde e as consequências podem ir desde infecções causados pelo corte até traumas psicológicos.

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