Decisão sobre vacina contra covid-19 para crianças menores de 5 anos é adiada pelos EUA

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) alegou que precisa de mais dados para decidir sobre a imunização da faixa etária

Resumo da Notícia

  • Uma decisão dos Estados Unidos sobre a vacina da Pfizer e BioNTech contra a Covid-19 para crianças de 6 meses a 4 anos foi adiada
  • A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA planejava tomar uma decisão sobre a vacina já na próxima semana com base nos dados iniciais dos testes
  • A FDA alegou que precisa de mais dados para decidir sobre a imunização da faixa etária

Uma decisão dos Estados Unidos sobre a vacina da Pfizer e BioNTech contra a Covid-19 para crianças de 6 meses a 4 anos de idade foi adiada por pelo menos dois meses.

-Publicidade-

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA planejava tomar uma decisão sobre a vacina já na próxima semana com base nos dados iniciais dos testes.

Vacinar crianças é importante
Vacinar crianças é importante (Foto: Getty Images)

Mas nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, a agência anunciou que revisou novas informações de testes que chegaram desde o pedido de autorização de emergência da Pfizer e da BioNTech e decidiu que precisava de mais dados antes de avançar. “Se algo não atende a esse padrão, não podemos prosseguir”, disse o médico Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA.

A Pfizer e a BioNTech enviaram dados sobre as duas primeiras doses das três doses que foram planejadas para essa faixa etária no início deste mês, a pedido da FDA. Não foram divulgados dados de eficácia.

Menos de 20% das crianças entre 5 e 11 anos não tomaram vacina contra covid-19
Menos de 20% das crianças entre 5 e 11 anos não tomaram vacina contra covid-19 (Foto: Getty Images)

“Esta é uma vacina de três doses, e eles apresentariam dados sobre as duas primeiras doses. Faz sentido esperar que os dados de segurança e eficácia de todas as três doses estejam disponíveis antes de tomarmos uma decisão sobre esta vacina”, disse o médico Paul Offit, do Hospital Infantil da Filadélfia.