“Deltacron”: estudo preliminar identifica recombinação entre as variantes delta e ômicron

Até o momento menos de 20 casos foram identificados e ainda é cedo para falar se as infecções serão menos ou mais transmissíveis. Cientistas e a OMS estão acompanhando de perto a situação

Resumo da Notícia

  • Estudo preliminar identifica recombinação entre as variantes delta e ômicron
  • Ela foi chamada de 'deltacron'
  • Até o momento menos de 20 casos foram identificados e ainda é cedo para falar se as infecções serão menos ou mais transmissíveis
  • Cientistas e a OMS estão acompanhando de perto a situação

Um estudo preliminar que foi divulgado na última quarta-feira, 9 de março, apresentou uma recombinação da variante delta com a ômicron. A nova combinação foi identificada em três pacientes na França e recebeu o nome de “Deltacron”. A pesquisa, no entanto, ainda segue em fase preliminar e não foi publicada em revistas científicas.

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Em entrevista à agência Reuters, Philippe Colson, do Ihu Méditerranée Infection e principal autor do estudo, disse que a versão identificada do vírus combina da proteína S da ômicron com o “corpo” da delta.

"Deltacron": estudo preliminar identifica recombinação entre as variantes delta e ômicron
“Deltacron”: estudo preliminar identifica recombinação entre as variantes delta e ômicron(Foto: Getty Images)

Além das três infecções encontradas na França, segundo a Reuters, mais dois casos foram encontrados no Estados Unidos. Outros estudos já tinham apontado mais 12 infecções da deltacron em países Europeus desde janeiro deste ano. Agora, os cientistas vão continuar monitorando os casos para entender mais dessa variante. Colson ressaltou que ainda é cedo para falar o quão transmissível e/ou letal é a deltacron.

Maria van Kerkhove, líder técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que essas recombinações eram  “esperados, especialmente com intensa circulação de ômicron e delta”, e que a equipe dela estava “rastreando e discutindo” a variante. Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, acrescentou que já é sabido “que eventos recombinantes podem ocorrer, em humanos ou animais, com múltiplas variantes circulantes de SARS-CoV-2”. Ela também apontou que agora é preciso acompanhar e ver os resultados das pesquisas para entender mais desta variante.