Desconhecida doa parte do fígado para criança após se comover com história: “Foi uma mãe pro meu filho”

Angela de Paula Barbosa não teve dúvidas em ajudar Jadson, que foi diagnosticado com uma doença rara, ao conhecer a luta do menino através de um post nas redes sociais

Resumo da Notícia

  • Uma mulher decidiu doar uma parte do fígado para um menino após saber da história dele nas redes sociais
  • Angela de Paula Barbosa procurou a mãe da criança e fez a cirurgia
  • Felizmente, o procedimento foi um sucesso

Angela de Paula Barbosa, de 36 anos, decidiu fazer uma boa ação após ter conhecimento da situação de Jadson Fonseca Ruiz, de 3 anos. O menino diagnosticado com cirrose hepática, precisava de um novo fígado e a desconhecida não teve dúvidas em ajudar.

-Publicidade-
Jadson está se recuperando da cirurgia
Jadson está se recuperando da cirurgia (Foto: reprodução/G1/Arquivo Pessoal)

Após a mãe dele Francicléia Gonzales Fonseca compartilhar a situação nas redes sociais, Angela, que tinha amigos em comum com ela e compartilharam a publicação, ficou sabendo do caso e optou por doar uma parte do próprio fígado para a criança.

“Quando eu vi a fotinha dele, falei: é isso que eu tenho que fazer. Eu senti na alma”, disse a mulher em entrevista ao G1. Assim, a cirurgia aconteceu no dia 24 de novembro no Hospital Sírio-Libanês, localizando em São Paulo.

Felizmente, o procedimento foi um sucesso e Jadson se encontra em recuperação no Hospital Menino Jesus, após uma infecção, mas a mãe garante que ele está bem. Francicléia agradeceu o gesto: “Foi uma mãe pro meu filho. Ela é a segunda mãe do Jadson, não tenho palavras pra agradecer”.

Mulher decide doar parte do órgão para desconhecido e mãe do menino agradece
Mulher decide doar parte do órgão para desconhecido e mãe do menino agradece (Foto: reprodução/G1/Arquivo Pessoal)

A família, que era de Manaus, se mudou para São Paulo após descobrir a doença em busca de conseguir um doador para Jadson e houve algumas desistências até finalmente a mãe realizar essa vontade.

Angela lembra que foi avisada pelos médicos mais de uma vez sobre os riscos do procedimento, mas ela estava pronta para isso. Como o fígado não se regenera após a cirurgia, a mulher, hoje precisa ter um cuidado maior com a alimentação.

Com o sucesso da doação, ela comenta sobre os efeitos estéticos: “É cicatriz da vida, quando eu for olhar, eu sei que tem uma criança viva, estética é bobagem, a vida vale mais do que uma cicatriz”.