Dia da Saúde e Nutrição: saiba os benefícios de incentivar a alimentação saudável desde cedo

Desde o início da introdução alimentar, apostar em refeições saudáveis dentro de casa faz toda a diferença. Por isso, no Dia da Saúde e Nutrição, é reforçado (ainda mais!) a necessidade de tornar o hábito cada vez mais frequente

Resumo da Notícia

  • O equilíbrio para hábitos alimentares saudáveis deve começar na infância
  • Os benefícios de uma boa alimentação ficam para a vida inteira
  • Os pais tem o papel fundamental de incentivar hábitos saudáveis e que fazem a diferença para o desenvolvimento do bebê e da criança

No Dia da Saúde e Nutrição, comemorado em 31 de março, a alimentação dos bebês e das crianças não pode ficar de fora! A data é superimportante para reforçar esse cuidado que, afinal, começa dentro de casa. Ter hábitos saudáveis traz diversos benefícios que, a longo prazo, fazem toda a diferença. Por isso, começar desde cedo é essencial.

-Publicidade-

A gente sabe que o início de uma alfabetização alimentar não é uma tarefa fácil, mas é necessário muita calma e paciência com as crianças que estão na fase do desenvolvimento. “Atitudes como forçar a criança a comer, experimentar algo novo ou mesmo insistir na quantidade que ela deve comer, só irá reforçar um comportamento inadequado para a criança e um instinto de repulsa pelos alimentos”, explica a nutricionista e especialista em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine, Dra. Carolina Pimentel.

Desde cedo, é superimportante ter uma alimentação saudável. O hábito deve começar dentro de casa com a família (Foto: Getty Images)

A alimentação pode afetar o sono do seu filho

Você sabia que as refeições também influenciam na hora de dormir? Alguns alimentos têm o poder de melhorar ou piorar a qualidade do sono das crianças, o que pode interferir, até mesmo, na liberação do GH (Growth Hormone), que é o hormônio do crescimento. De acordo com a nutricionista e diretora da Cardapioterapia, Renata Buzzini, mãe de Carlos Eduardo e Maria Luisa, é possível reverter essa situação. “Os alimentos refinados e ricos em açúcar são os piores para serem ingeridos no período noturno, pois prejudicam a qualidade do sono. Já as carnes magras, os legumes e as verduras são as melhores opções para esse momento”, explica.

-Publicidade-

Tão importante quanto oferecer ao seu filho alimentos balanceados e de baixo índice glicêmico no jantar e na ceia, é respeitar o horário das refeições. O lanche da noite, por exemplo, só deve ser oferecido 1 a 2 horas antes de dormir, e com um intervalo de 2 a 3 horas após o jantar. Cabe aos pais fazer este cálculo e identificar se é válido ou não investir na alimentação da ceia.

Segundo Renata, o jejum prolongado pode ocasionar uma lentidão no metabolismo ou mesmo sobrecarregar alguns órgãos das crianças, como o fígado e o pâncreas, devido às taxas de insulina e cortisol que podem ser liberados. Além disso, pode reduzir a oxigenação, podendo prejudicar na concentração, disposição e desempenho cognitivo.

Introdução de alimentos sólidos

Por volta dos seis meses, quando a amamentação deixa de ser exclusiva, se dá início a fase da introdução alimentar. Alimentos como carne, frango e peixe também podem fazer parte do cardápio do seu filho, reforçando nutrientes importantes para o desenvolvimento.

No caso do peixe, por exemplo, por possuir ômega 3, umas das principais “gorduras do bem” do organismo, ele pode ajudar no equilíbrio do colesterol e evitar diversas inflamações do corpo. “São proteínas que ajudam na construção dos músculos e no crescimento, além de serem ricos em sais minerais”, explica a Dra. Ana Luísa Vilela. Para começar, é essencial cozinhá-lo com pouca água, ou cozinhá-lo no vapor. Na hora de cozinhar, você pode utilizar temperos naturais, mas vale lembrar que sempre em pouca quantidade.

A carne vermelha, assim como o frango e os peixes, possui proteínas, gorduras, ferro, zinco e vitamina B12, encontrada apenas em produtos de origem animal. “Ela trabalha conjuntamente com o folato na síntese de DNA e das células vermelhas do sangue”, comenta a nutricionista Haline Dalsgaard Pereira, mãe de Mariana.

Seja com uma dieta vegetariana ou carnívora, a alimentação também deve ser acompanhada por um profissional, que irá avaliar as necessidades nutricionais (Foto: iStock)

Na hora de oferecer carne para as crianças, Haline orienta que elas devem ser sempre bem cozidas e desfiadas. “Evitar carnes mal passadas e cruas (carpaccio) para crianças. O mesmo vale para os peixes e principalmente para o frango. Como o sistema imune da criança ainda é imaturo, o consumo de carnes mal passadas pode contribuir para a instalação de contaminações e infecções”.

Algumas opções de preparo são: a carne moída, músculo e patinho cozidos na panela de pressão e desfiados. “Pedaços maiores oferecidos para a criança “sugar” não oferecerão os mesmos nutrientes que o consumo da carne inteira, além de correr o risco de engasgar caso algum pedaço inteiro seja engolido”.

Já no caso do frango, além de ser um alimento bastante acessível, ele possui uma série de vitaminas importantes para o desenvolvimento infantil, como: as do complexo B, além dos minerais Cálcio, Ferro, Magnésio, Zinco, Selênio, entre outros. “Dependendo do método de introdução alimentar escolhido pelos pais, o frango pode ser inserido na forma moída, desfiada, em pedaços (tiras, cubos, filés), apresentado de forma isolada, ou fazendo parte de alguma receita, como escondidinho de frango com purê de batata doce, por exemplo”, explica nutricionista infantil, Flávia Montanari, da Liga da Cozinha Afetiva.

Dieta vegetariana ou vegana

É comum ter dúvidas sobre a adaptação da dieta vegetariana ou vegana para o perfeito suprimento das necessidades do bebê e da criança. Segundo Renata Lopes, nutricionista da MBA Pediatria e Nefrologia, em São Paulo, desde 1993 a American Dietetic Association, entidade internacional de referência em nutrição, corrobora com estudos a eficiência deste tipo de dieta em todos os ciclos de vida

É possível ter uma alimentação sem o consumo de carnes e outros alimentos de origem animal, mas é superimportante ter acompanhamento médico. O prato precisa ter cereais, leguminosas – que são a maior fonte de proteína – e hortaliças em quantidades iguais. É importante ficar de olho na vitamina B12!

As substituições dos alimentos de origem animal pelo vegetal devem ser feitas sempre considerando o grupo alimentar para que a dieta não fique desequilibrada. A segurança sobre a adoção do tipo de dieta alimentar passa pelo aconselhamento com nutricionista especializado, bem como por pediatra que terá nos exames de rotina análise sobre o pleno desenvolvimento da criança. Por isso, o primeiro passo é ter informação. Procurar saber como substituir os alimentos, ter o acompanhamento de um profissional adequado para instruir e ver como  saúde está antes de mudar a dieta.