Dia do Folclore: 6 histórias para ensinar sobre a cultura brasileira ao seu filho

O folclore brasileiro é cheio de aventuras, desafios e histórias pra lá de interessantes! Conheça os personagens típicos da cultura brasileira para contar na hora da historinha

Resumo da Notícia

  • 22 de agosto é o Dia do Folclore
  • A data trás mitos e histórias populares cheias de aventura e coragem
  • Transmitidas de geração em geração, as histórias são misturadas com fatos reais e elementos cheios de fantasia e sobrenaturais

Hoje, 22 de agosto, é o Dia do Folclore! O folclore brasileiro é cheio de aventuras, histórias de coragem e mitos muito populares, principalmente no interior do Brasil. Uma forma de valorizar a cultura nacional é contar para as crianças essas lendas, da mesma forma que contamos as histórias tradicionais dos contos de fada: Cinderela de vez em quando pode ser substituída pelo Saci-Pererê e seu filho vai mergulhar em um novo mundo, com outras paisagens e outras façanhas de personagens fantásticos.

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As lendas brasileiras nasceram principalmente da cultura indígena e da miscigenação entre índios, negros e portugueses pelos quatro cantos do país. São histórias transmitidas oralmente de geração em geração, misturando fatos reais com elementos cheios de fantasia e sobrenaturais. A maioria dessas lendas tem um forte componente simbólico, o que é muito importante para estimular a criatividade e imaginação das crianças. Conheça algumas e escolha a preferida para contar ao seu filho:

O folclore brasileiro é cheio de aventuras, histórias de coragem e mitos muito populares (Foto: Getty Images)

Saci-Pererê

O saci é um menino negro que fuma um cachimbo e apronta diversas travessuras pelas fazendas: trança o rabo do cavalo, azeda o leite fresco e vive por aí em rodamoinhos, se escondendo e pregando peças em todo mundo. Ele tem uma perna só e usa um gorro vermelho, que lhe dá o poder de sumir e aparecer em outro lugar em instantes.

Diz a lenda que ele também arrancava as penas da cauda dos papagaios e enrolava a língua do tamanduá. Quem quiser controlar as brincadeiras do saci, que deixam todo mundo com raiva, precisa pegar seu gorro vermelho. A história era contada principalmente pelos escravos africanos para assustar as crianças, filhas dos fazendeiros que eram donos dos escravos.

O Saci é conhecido por se esconder e pregar peças em todo mundo (Foto: reprodução / Mendes)

Iara

A sereia Iara, metade humana e metade peixe, tem sua casa no fundo das águas mais profundas dos rios brasileiros. Ela aparece sempre na beira dos rios, sentada em uma pedra, penteando seus cabelos e cantando. É uma mulher linda, que gosta de atrair os pescadores com seu canto e sua voz doce direto para o fundo do rio.

A lenda da Iara foi trazida pelos portugueses. Baseada em alguns mitos gregos, a sereia gosta de enfeitar seus cabelos e os pescadores de todo o país já sabem: ao ouvir uma música com voz de mulher, todos tapam os ouvidos para não serem levados para o fundo do rio.

A lenda da Iara é baseada em histórias gregas e foi trazida pelos portugueses para o Brasil (Foto: reprodução / Turma da Mônica)

Curupira (ou Caipora)

Um menino comum, exceto pela cabeleira vermelha, pela pele esverdeada e os pés virados para trás. Apesar da aparência um pouco assustadora, o Curupira é o grande protetor das florestas e dos animais brasileiros. Sua lenda é conhecida desde antes dos portugueses chegarem no Brasil. Ele é o espírito da floresta que cuida de toda a natureza.

A lenda do curupira é conhecido antes mesmo dos portugueses chegarem ao Brasil e faz sucesso há séculos! (Foto: reprodução)

Seus pés virados para trás despistam os caçadores, deixando rastros falsos em todos os lugares. Assim, os caçadores se perdem por dias dentro da mata, sem conseguir lembrar o caminho de volta.

Boitatá

A lenda diz que essa cobra gigantesca de olhos grandes, que mais parecem bolas de fogo, foi o único animal que sobreviveu a um dilúvio que aconteceu na Terra. Ela se escondeu debaixo das águas, em um lugar escuro, e esperou que o dilúvio passasse. Os viajantes dizem que veem o boitatá principalmente à noite, rastejando pela floresta com seus olhos grandes e brilhantes.

Boitatá
O boitatá foi o único animal que sobreviveu após o dilúvio, segundo lendas folclóricas (Foto: Reprodução)

O boitatá também protege as matas contra incêndios, mas pode perseguir os caçadores e incendiários das florestas se esbarrar com um. Por isso, quando um viajante avista o boitatá, ele deve ficar parado de olhos fechados para mostrar que está por ali em paz.

Lobisomem

Diz a lenda que, quando uma mulher tem sete filhas e o oitavo filho é homem, esse menino será um lobisomem. Existem outras versões, que dizem que quando uma mulher tem sete filhos homens, o sétimo também se transformará em lobo toda lua cheia de cada mês.

A lenda diz que o homem se transforma em lobo quando olha para a lua cheia (Foto: reprodução)

O lobisomem é um homem alto, magro, de pele pálida e nariz arrebitado. O menino que nasce lobisomem cresce como uma criança normal até os 13 anos. Depois, na lua cheia, se transforma em um lobo que uiva para a lua e assusta as pessoas, apagando as luzes da cidade e afugentando os cachorros. Usar roupa do avesso é uma forma de se proteger do lobisomem, que se transforma novamente em homem ao amanhecer.

Cuca

Quem nunca ouviu antes de dormir a música: “Dorme neném, que a Cuca vem pegar. Papai tá na roça e mamãe foi trabalhar”? A Cuca é uma figura folclórica que ninguém sabe ao certo com o que se parece. Muitas pessoas dizem que é uma velha corcunda, que vive desgrenhada. Outras ainda dizem que é um jacaré enorme de olhos amarelos que consegue andar apenas com as patas traseiras, como no Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Cuca
Apesar da aparência assustadora, a Cuca não faz mal nenhum! (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ela vive em uma caverna escura, onde faz bruxarias. Toda vez que alguma mãe canta a música para seu filho dormir, a Cuca acorda para ir atrás da criança. Mas ela não faz mal nenhum, só fica por perto, vendo as crianças dormirem. O que assusta mesmo é sua aparência.