Dia dos Pais: “Para meus filhos não sou o pai com uma deficiência, sou o pai deles e basta”

Todo segundo final de semana de agosto é comemorado o dia deles aqui no Brasil! Desta vez, em parceria com o Hipermercado BIG, vamos fazer homenagens emocionantes para esses caras, para reforçar a importância dessa data e de uma paternidade cada vez mais ativa

Resumo da Notícia

  • Em comemoração ao Dia dos Pais, a Pais&Filhos se juntou ao Hipermercado BIG e lançou o seguinte desafio para a audiência: responder à pergunta "qual foi o momento mais BIG da sua vida com seu pai ou com seu filho?"
  • Neste texto, você lê o relato completo de Beto Bigatti, do @pai_mala, pai de Gianluca e Stefano!
Beto Bigatti com o pai à esquerda e à direita, ele está com os dois filhos Gianluca e Stefano (Foto: arquivo pessoal)

A paternidade traz memórias que duram pelo resto da vida. Lembranças que passam na cabeça como um filme e você até consegue recordar pequenos detalhes como se estivesse revivendo tudo de novo.

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Este ano, unimos força com o Hipermercado BIG, e perguntamos à audiência: qual foi o momento mais BIG que você teve com seu pai ou com seu filho? Foram inúmeros relatos que emocionam e se você quiser fazer parte dessa ação, publique a sua resposta com a #MeuBIGPaiFeliz.

E não paramos por aí, na última quinta-feira, 6 de agosto às 15h, tivemos um bate-papo com caras que são feras quando o assunto é ser pai. Beto Bigatti, que compartilha seu relato neste texto, do @pai_mala e pai de Gianluca e Stefano, foi um dos participantes. A live foi transmitida em todos os canais da Pais&Filhos: Facebook, Instagram e YouTube. Você pode assistir a conversa completa abaixo:

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Como dissemos anteriormente, Beto Bigatti também compartilhou os melhores momentos BIG com os filho e com o pai. Leia o relato na íntegra abaixo:

Beto Bigatti com a família completa: a esposa Lu Tornquist, os filhos Gianluca e Stefano e cachorrinho Bobi (Foto: arquivo pessoal)

“Minha paternidade é feita de incontáveis memórias afetivas. Porém, se me pedem para escolher alguns momentos mais especiais, tenho três que justificam cada noite mal dormida, cada ida às pressas para a emergência ou todos as birras feitas no chão do supermercado.

A primeira é entre meu pai e eu. A vida quis que nossa relação fosse afetuosa, mas distante. Resultado de uma separação complicada em que os filhos não foram poupados, amá-lo era quase proibido.

Precisamos esperar para nos reencontrarmos no pais de origem dele, a Itália, para finalmente poder dizer com todas as palavras e pela primeira vez que o amava. E quis a vida também que fosse naquele dia porque algumas semanas depois ele faleceu e, agora, agradeço diariamente pelo nosso reencontro e abraços apertados.

Os outros dois momentos são com meus guris. Filhos de um pai com uma deficiência física que sempre teve muito medo de não ser amado por ser imperfeito, foram justamente eles a me mostrar que a perfeição está longe de ser um corpo perfeito.

Receber um amor sem fim desses meninos me completa a cada minuto que passa. Para eles não sou um pai com uma deficiência: sou o pai deles e basta. E só de ler essa frase em voz alta me emociono.

Quando meu caçula passou a fazer carinho nos meus dedinhos como única forma para conseguir dormir, me senti aceito como nunca! Amor assim não se declara. Amor assim se exerce, se sente na pele”.