Dia Internacional Contra a Discriminação Racial: o respeito começa dentro de casa

21 de março traz a importância de reforçar a luta contra o preconceito e deve começar desde cedo. Durante este processo, a educação é indispensável, e precisa ser acompanhada pela empatia, afeto e, principalmente, respeito ao próximo

Resumo da Notícia

  • 21 de março é o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial
  • A educação antirracista deve começar desde cedo e ser incentivada pela família
  • A data vem com a importância de reforçar a luta contra o preconceito

Todos os anos, no dia 21 de março, é comemorado o Dia Internacional Contra Discriminação Racial, data superimportante para reforçar a luta contra o preconceito. Por isso, a gente reforça: a educação das crianças deve começar em casa e desde cedo.

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O Dia Internacional Contra Discriminação Racial reforça sobre a importância de ter empatia e respeito ao próximo (Foto: Shutterstock)

Para a cantora Negra Li, mãe de Sofia e Noah, e colunista da Pais&Filhos, a palavra empatia é fundamental durante esse processo e, além disso, os pais devem ser (sempre!) a sua melhor versão para as criança quando o assunto é educação. “Pretendo passar os ensinamentos aos meus filhos com exemplo de determinação, respeito ao próximo e autoestima”. Desde criança, a cantora tinha o sonho da maternidade, mas junto dele também vinha acompanhado o medo. “Ficava dividida e preocupada com a felicidade e bem estar dos meus filhos num mundo tão cruel”, lembra.

Já para Geovanna Tominaga, mãe de Gabriel, jornalista, apresentadora, celebrante de casamentos e colunista da Pais&Filhos, o sonho de construir uma família também começou cedo. “Sempre quis ter filhos e experimentar o que é ser mãe“. Para a educação do filho, o dia 21 de março vem também como um aprendizado: “Acho importante ter um dia pra falar, conversar e colocar o assunto em pauta. A discriminação racial está tão enraizada em nossa cultura, que muitas vezes nem a percebemos. Falar sobre o assunto nos ajuda a esclarecer muitas questões obscuras”.

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Na maternidade, a apresentadora explica que a luta contra os estereótipos também fazem parte dos ensinamentos que quer passar para Gabriel. “Eu sempre me preocupei em ensinar ao meu filho o respeito ao próximo. Acho que isso é base de qualquer luta contra as diferenças. Temos que ver o outro como um ser humano. Simples assim”, reflete. Como todo bom exemplo importa (e muito!), os pais devem, sim, serem espelhos para as crianças. “É importante usar as palavras corretas, respeitando sempre as diferenças e também as escolhas individuais”.

Humberto Baltar, pai de Apolo, educador infantil e criador do instagram @paispretos, acredita que é possível reescrever a nossa história através de cada experiência nova e com a paternidade, isso não seria diferente. “A partir do meu filho, refaço a minha infância e ressignifico a experiência que meu pai me deixou”.

Os ensinamentos para a criança deve acontecer de maneira lúdica, natural e espontânea (Foto: iStock)

Com o Dia Internacional Contra Discriminação Racial, Humberto explica que a data também vem como um lembrete de que muita coisa precisa mudar. “Precisamos enxergar toda pessoa preta com empatia e abertura para contemplar sua dimensão pessoal, social, cultural, histórica e ancestral”.

Para Apolo, Humberto passa os ensinamentos de maneira lúdica, natural e espontânea. “Ele vive cercado de referências de diversidade, afeto e autoafeto através dos livros, desenhos e histórias que apresentamos a ele”, comenta. “Minha paternidade é permeada de amor inclusivo em toda forma de expressão, seja no brincar, na contação de histórias ou nas canções que o meu filho gosta. Ele aprende a apreciar toda a diversidade que há no mundo porque esse é o exemplo que recebe diariamente em casa”, conclui.