Dia Internacional da Educação: os desafios das famílias e professores em tempos de pandemia

No novo normal, apesar da distância física, é preciso caminharmos sempre juntos. Hoje, no Dia Internacional da Educação, pais e educadores continuam se reinventando durante uma trajetória repleta de bagagens e superações

Resumo da Notícia

  • O Dia Internacional da Educação é comemorado em 28 de abril
  • A data surgiu com o intuito de conscientizar e incentivar sobre a importância da educação no mundo
  • Em tempos de pandemia, pais, alunos e professores precisaram se reinventar e caminhar juntos

Nesta quarta-feira, 28 de abril, é o Dia Internacional da Educação! A data vem para conscientizar, e também incentivar, sobre a importância da educação, que é um instrumento essencial para a formação de pessoas responsáveis, sociais e éticas. 

-Publicidade-

A comemoração surgiu durante o Fórum Mundial de Educação realizado em Dakar, no Senegal, no ano 2000. Durante a conferência, vários países estabeleceram o compromisso de levar a educação básica para as crianças e jovens ao redor do mundo. Apesar de um modelo diferente, a pandemia veio para transmitir (ainda mais!) o quão importante são esses valores.

Em um momento cheio de desafios, pais, alunos e escolas precisaram se unir para viver o novo normal. Roberta e Taís Bento, mãe e filha, fundadoras do SOS Educação e colunistas da Pais&Filhos, explicam que as lutas na educação já eram enfrentadas antes mesmo da pandemia, mas foi durante esse período que houve uma maior necessidade de todos estarem sempre juntos. “Para as famílias de todas as regiões do Brasil e classes sociais diferentes, o maior desafio foi a sobreposição de papéis que os filhos tiveram que exercer dentro de casa. Ver o filho enfrentando as demandas que o processo de aprendizagem formal gera deixou pais, mães e avós desesperados. Bateu culpa, veio a ansiedade e medo de prejuízos que os filhos podem levar de meses tão desafiadores, longe da escola. Mas tudo vai se ajeitar aos poucos. As crianças vão passar por esse momento que será parte de uma história de superação que eles vão contar para as gerações futuras”. 

O Dia Internacional da Educação é comemorado desde o ano 2000 (Foto: Shutterstock)

Mais do que nunca, é necessário valorizar a educação aqui e agora, pois é uma das principais fases do desenvolvimento do ser humano. Mesmo em um processo de reconstrução, as famílias estão recomeçando de um lugar que antes não era conhecido, por isso, foi necessário se reinventar em meio a esse novo cenário para fazer dar certo. 

Ricardo Almeida, professor de História, e pai de Alexandre e Maria Clara, reforça ainda que é na escola que as crianças vivem diversos estímulos do desenvolvimento, sendo eles: cognitivo, social, intelectual e afetivo. “A escola tem um papel fundamental, ela educa, estimula a interação social, trabalha com a cultura acumulada e absorvida pelos indivíduos, estabelece as normas sociais, além dos valores éticos e morais”. Por isso, mais do que nunca, é necessário caminharmos juntos. 

Aprendizados que ficam para sempre

Apesar de todos os desafios vividos durante a pandemia, um dos maiores sonhos das famílias é poder proporcionar o melhor ensino possível para os filhos. Por isso, vale participar de cada momento! É importante incentivar, estar presente e fazer parte dessa caminhada. “A Educação será o alicerce no qual seu filho vai apoiar todas as lições que levará para a vida e todas as estradas que desejar construir para o futuro melhor que ele sonha!” comentam Roberta e Taís. 

Em tempos de pandemia, pais, filhos e escola precisam caminhar sempre juntos (Foto: iStock)

Como mensagem, as educadoras fazem a reflexão sobre acreditar no potencial das crianças. “Vocês estão dando conta sim. Se chegamos até aqui, foi porque você, mãe, pai, avó, professora se desdobraram e conseguiram manter seus filhos seguros e aprendendo. Não importa a nota. Não faz diferença o que não foi possível fazer. O importante, quando tudo isso passar, será aquilo que vocês tiverem como bagagem ao final dessa caminhada: o amor e o respeito pela dor e pelas superações que cada um viveu ao longo desses meses”, concluem.