Dia Nacional da Mamografia: tudo sobre o exame e a importância do diagnóstico precoce

Em uma data tão importante, é preciso conscientizar sobre o assunto. Tire as principais dúvidas do procedimento, como fazer, se dói e a importância do autoexame

Resumo da Notícia

  • 5 de fevereiro é o Dia Nacional da Mamografia
  • Veja a importância de conscientizar sobre o exame
  • Entenda como o diagnóstico precoce do câncer de mama pode fazer a diferença no tratamento

Nesta sexta-feira, 5 de fevereiro, é comemorado o Dia Nacional da Mamografia, data com o objetivo de conscientizar sobre a importância do exame para detectar alterações na mama. A partir do cuidado precoce, é possível identificar lesões em estágios iniciais. No caso do câncer de mama, por exemplo, quando percebido cedo, o índice de cura pode chegar até 98% segundo o A.C Camargo Cancer Center.

-Publicidade-
A detecção precoce pode auxiliar (e muito!) no tratamento do câncer de mama (Foto: Shutterstock)

Graças ao exame, a redução da mortalidade da doença em 10 anos foi de 60% após o diagnóstico. Em 20 anos, a redução foi de 47%, tudo isso por que as mulheres passaram a fazer o rastreamento mamográfico. Segundo o Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Antonio Frasson, isso se da pelo fato da doença ser detectada em sua fase inicial. Além de melhorar o prognóstico, a descoberta do câncer mais cedo com o rastreamento mamográfico melhora também o tratamento, pois a radioterapia, quimioterapia e hormonoterapia tornam-se menos invasivas e agressivas.

Quando começar a fazer a mamografia?

Anualmente, como forma de rastrear o câncer de mama, o exame é indicado para mulheres acima dos 40 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia. Para as mulheres entre os 50 e 69 anos, o exame pode ser feito a cada dois anos, de acordo com o Ministério da Saúdo. No caso de mulheres abaixo de 40 anos, pode ser indicado em suspeitas de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico, no caso de possíveis nódulos ou se o médico indicar que há necessidade de maiores investigações.

Como o exame é feito?

De pé em frente ao mamógrafo, duas placas pressionam as mamas de forma horizontal e vertical por alguns segundos. Durante o exame, o profissional pedirá que a paciente prenda a respiração, com o objetivo de registrar uma imagem de melhor qualidade. O procedimento dura, no máximo, cerca de 20 minutos.

O exame dói?

O exame em si pode causar um certo incômodo, mas a sensibilidade pode depender das mamas de cada mulher. Segundo o Instituto Hermes Pardini, o aconselhado é que a mamografia não seja realizada próxima ao período menstrual, pois a sensibilidade pode ser maior. Caso a dor seja grande, o tecnólogo deve ser informado para que a pressão seja reduzida.

Veja a importância dos exames de rotina (Foto: Shutterstock)

O autoexame também pode ajudar na prevenção do câncer de mama

De acordo com as orientações do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC), o autoexame deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação. Existem duas formas de fazer o autoexame, são elas:

No chuveiro ou deitada:

Coloque a mão direita atrás da cabeça. Deslize os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda a mama direita. Repita o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

Diante do espelho:

  • Levante os braços, colocando as mãos na cabeça. Observe se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico
  • Repita a observação, colocando as mãos na cintura e apertando-a. Observe se há qualquer alteração
  • Finalmente, esprema o mamilo delicadamente e observe se sai qualquer secreção. A observação de alterações cutâneas ou no bico do seio, de nódulos ou espessamentos e de secreções mamárias não significa necessariamente a existência de câncer.