Diretora de escola é suspeita de ter agredido criança de 4 anos: “Queria ter mordido de verdade”

Ela teria mordido a criança e ainda encaminhado uma mensagem de áudio para os pais do menino justificando o ato

Resumo da Notícia

  • Diretora de escola é suspeita de agredir criança de 4 anos
  • Ela teria mordido o menino
  • A mulher ainda encaminhou um áudio justificando o ato

Uma diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Sadi Fortes, teria mordido uma criança de 4 anos em uma das mãos, em Tenente Portela, no Norte do Rio Grande do Sul. A agressão teria ocorrido na última terça-feira, 21 de junho.

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Segundo informações dadas pelo g1, a Polícia Civil está investigando o caso. Ela teria admitido a agressão em mensagens de áudio enviados à família da vítima.

O delegado responsável pelo inquérito, Roberto Audino comentou para o portal sobre o ocorrido: “Uma cópia de um dos áudios foi entregue pela mãe da criança na DP [Delegacia de Polícia] ontem [quinta-feira, 23]. Se ficar comprovado que a suspeita agrediu a criança, ela poderá responder por lesão corporal e por crime previsto no Estatuto da Criança e Adolescente [ECA]”.

Diretora de escola teria mordido criança de 4 anos
Diretora de escola teria mordido criança de 4 anos (Foto: Getty Images)

De acordo com a mãe do menino, a diretora encaminhou, às 17h, alguns áudios para o pai do menino que foi agredido justificando o ato. Em uma das gravações a mulher falou: “Com certeza, mãe. Eu, como diretora, não deveria ter feito o que fiz. Não mordi forte, só apertei, como quando a gente brincava, quando criança, de fazer reloginho no amiguinho que estava brincando. Só isso que eu fiz”, disse.

A diretora ainda continuou: “Mas, infelizmente, eu tinha vontade de morder de verdade. Porque o seu filho foi muito mal criado com os coleguinhas hoje”, explicou. “E eu gostaria de fazer mais um registro com a senhora lá na escola. Tá? Me procure em horário de expediente que a gente conversa. Porque uma criança assim é complicado trabalhar, tá? Vou te dizer, bem sinceramente”, concluiu.

De acordo com a mãe do menino, a criança foi transferida da escola depois do ocorrido: “Ele já está em outra escola. Não havia condições de permanecer lá”, disse a mulher.