“Dorinha pelo Brasil”: conheça detalhes da nova coleção de livros inclusivos da Turma da Mônica

Nesta sexta-feira, 25 de março, a Pais&Filhos foi acompanhar de perto o lançamento da nova coleção de livros “Dorinha pelo Brasil – Inclusão sem Barreiras”

Resumo da Notícia

  • Nesta sexta-feira, 25 de março, a Pais&Filhos foi acompanhar de perto o lançamento da coleção de livros "Dorinha pelo Brasil - Inclusão sem barreiras"
  • O evento de lançamento foi realizado no Parque da Mônica no Shopping Market Place, em São Paulo
  • Foi um dia muito especial e cheio de reflexões sobre a importância da diversidade. Confira os detalhes abaixo!

Já pensou poder viajar pelo Brasil todo e contar tudo o que viu em cada região? Foi justamente isso que a Dorinha fez! Para quem não conhece, ela é a personagem cega da Turma da Mônica, que recebeu recentemente uma nova missão: conhecer as 5 regiões do Brasil e apresentar tudo para as crianças! Nesta sexta-feira, 25 de março, nós, da Pais&Filhos, acompanhamos o lançamento oficial da coleção. No dia de hoje, nós estamos marcando presença no Parque da Mônica no Shopping Market Place, em Interlagos. Por aqui, assistimos palestras sobre inclusão e ainda conversamos com crianças cegas que tiveram o primeiro contato com os livros.

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Dorinha viaja pelo Brasil acompanhada de seu cão Radar e da Turma da Mônica completa: Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Nas aventuras, as crianças aprendem sobre a cultura e geografia de cada região. Além disso, o livro foca nas brincadeiras presentes em todo o país – sendo cada uma delas descrita por diferentes personagens para Dorinha.

Ao todo são 5 livros da Dorinha pelo Brasil, cada um referente a uma região do país
Ao todo são 5 livros da Dorinha pelo Brasil, cada um referente a uma região do país (Foto: Divulgação/ Pais&Filhos)

A ideia é incluir todas as crianças na leitura (e brincadeiras!). Para isso, o livro conta com texto em braile, letras grandes e audiodescrição. Sobre isso, conversamos com uma das crianças que leu o livro em primeira mão: Christian Santana Rolfino, de 9 anos, filho de Cristiane Santana. Ele mandou a real: “Eu gosto de audiodescrição e do braile. Porque o braile estimula você a ler cada vez mais, e o áudio do livro é pra quando você está querendo ouvir uma história, mas não quer ler, e aí você tem aquilo para ouvir”.

E ainda completa: “É muito legal escutar uma história bem de perto e esse livro que acabou de sair da gráfica e a brincadeira, que eu brinco no quintal com os meus amigos e amigas”.

Cláudia Scheer, filha de Alceno e Dulce gerente de soluções em acessibilidade da Fundação Dorina Nowill, contou um pouco sobre o processo de criação do livro. “Iniciamos o processo em 2020, e a ideia era fazer uma pesquisa com quem ia utilizar isso na ponta, porque a gente queria entender o que a gente podia focar mais, qual assunto seria mais importante para não ficar genérico. A gente trabalha junto com a Rede de Leitura Inclusiva do país todo, e fizemos uma pesquisa com esses profissionais que trabalham na área e descobrimos que faltam materiais sobre brincadeiras. Então nos livros focamos nas brincadeiras e nos audiolivros contamos contos regionais”. Alexandre Munck, pai de Amanda e superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill, reforçou ainda a importância de tratar todos os estados brasileiros. Afinal, como ele mesmo disse, “as capitais costumam ter mais destaque, mas a deficiência visual existe no Brasil todo”.

O evento

O pontapé inicial já deu um show de inclusão. O mediador, chamado Fábio Alves, começou o evento descrevendo os detalhes do parque. Além disso, uma tradutora de libras acompanhou todo o discurso de maneira simultânea. O apresentador ainda descreveu a própria aparência para as pessoas cegas presentes: cabelos grisalhos, camisa lilás, terno cinza e sapatos pretos.

Francisco Della Manna, presidente do conselho de curadores da Fundação Dorina Nowill Para Cegos, também deu a palavra no começo do evento e se descreveu para o público. “Dona Dorina estaria orgulhosa, porque esse projeto inclui duas de suas missões – que é educar e incluir. Dorinha, assim como a figura que a inspirou, nunca foi impedida pela sua condição de cegueira: é antenada, ativa, e querida por toda a Turma da Mônica. Ela interage, brinca, e ensina dessa forma que é possível construir um mundo mais inclusivo”.

Amauri Sousa, diretor executivo do Instituto Maurício de Sousa, também falou sobre a importância do evento. Ele também se descreveu e se posicionou no palco. “Dorina foi um laboratório para Maurício, que sempre criou personagens. Ela ensinou para ele o necessário para criar uma personagem inclusiva”, contou Amauri.

Maurício de Sousa também apareceu! Apenas por vídeo, o criador da Turma da Mônica se posicionou sobre o lançamento do “Dorinha pelo Brasil, Inclusão par”. “Olá pessoal! Estou muito feliz de estar aqui com vocês, mesmo que virtualmente. Quando eu conheci a Dorina Nowill, ela me ensinou muito sobre esse universo. Ela me inspirou a criar a Dorinha, lá em 2004, e é uma honra continuar esse projeto consolidado em inclusão e diversidade”.

O Maurício de Sousa ganhou um quadro especial da Fundação Dorina!
O Maurício de Sousa ganhou um quadro especial da Fundação Dorina! (Foto: Divulgação)

Alexandre Munk, superintendente da Fundação Dorina Will, comentou ainda: “A fundação trabalha todo o processo de reabilitação, inclusão e a educação. É isso que nós move, e nós sabemos o quanto é importante a educação no Brasil e a inclusão. Quando a gente fala da Dorinha pelo Brasil, é por todo o Brasil”. Além disso, destacou, “O livro mostra, principalmente, as brincadeiras das crianças pelas 5 regiões do Brasil. A Dorinha participa de todas as brincadeiras, junto com toda a Turma da Mônica, e todos os personagens sempre descrevem as cenas para a Dorinha. Esse projeto faz parte da inclusão, e quer eliminar barreiras principalmente nas escolas. O livro é para todas as crianças da sala de aula, não só aquelas com deficiência visual”.

Filho de Dorina, Cristiano Nowill, também falou sobre a importância do projeto para o legado da mãe. “Minha mãe estaria muito agradecida porque é isso que ela sempre quis: que a fundação continuasse existindo e no coração dos homens”.

Nicole também falou sobre os livros da Dorinha. “Todos os meus amigos e os meus irmão leem muito gibi. E agora que eu tenho eles em braile, vai ser muito legal, porque vou poder ler junto com eles! Vai ser muito inclusivo”. Além dela, Christian e Kevin também receberam kits com os livros. Os livros não estarão disponíveis para venda, mas serão distribuídos gratuitamente para redes de ensino e instituições selecionadas pela Fundação Nowill.

Nicole, Christian e Kevin receberam kits de livros!
Nicole, Christian e Kevin receberam kits de livros! (Foto: Divulgação/ Pais&Filhos)