Dr. Jairinho diz que acusação de agressões à enteada foi feita por ‘vingança’

A ex-namorada disse que ela e a filha, de 3 anos na época, foram agredidas por ele. As informações foram prestadas em uma sala da 16ª DP, na tarde desta quinta-feira, 8 de abril, horas depois de ele e Monique foram presos

Resumo da Notícia

  • Dr. Jairinho prestou depoimento ao delegado da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV)
  • Lá ele disse que a denúncia de agressões da ex-namorada são por 'vingança'
  • Na acusação, a mulher disse que ela e a filha, de 3 anos na época, foram agredidas por ele

Dr. Jairinho prestou depoimento ao delegado da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Adriano Marcelo Firmo França, lá ele disse que a denúncia de agressões da ex-namorada são por ‘vingança’, tendo em vista que os dois nem tinham um relacionamento sério.

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Na acusação, a mulher disse que ela e a filha, de 3 anos na época, foram agredidas por ele. As informações foram prestadas em uma sala da 16ª DP (Barra da Tijuca), na tarde desta quinta-feira, 8 de abril, horas depois de ele e a namorada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, serem presos pela perda de Henry Borel Medeiros, de 4 anos.

De acordo com o termo de declaração, segundo O Globo,  Jairinho disse que começou a se relacionar amorosamente com a cabeleireira em dezembro de 2010, tendo ficado com ela por cerca de dois anos, com finalidade “sexual”. Ele diz que os encontros aconteciam no próprio flat, no Recreio dos Bandeirantes, e na casa dela, em Bangu, ambos bairros da Zona Oeste do Rio. Ele também afirmou que o tratamento entre os dois se dava de forma “tranquila” e o único empecilho era o fato de a moça insistir para que ele se separasse da dentista Ana Carolina Ferreira Netto, mãe de dois dos três filhos do vereador.

Dr. Jairinho negou as acusações da ex-namorada (Foto: Reprodução / Vídeo R7)

Em relação à filha da mulher, Jairinho disse que eles tinham uma relação “amigável” e não mantinha com ela “grau de intimidade”, negando que tenha saído sozinho com a criança ou a levado a qualquer lugar que tivesse piscina. No depoimento, a mãe da criança disse que a menina contou para a avó materna que teve a cabeça afundada por ele embaixo da água de uma piscina. Ele também contestou as informações de que teria torcido o braço dela, dado “mocas” na cabeça dela e colocado um saco em no rosto da bebê para sufocá-la.

Ouvida pela polícia, a cabeleireira contou que, em um dado momento do relacionamento, a filha não queria mais ficar com a mãe quando ela estava com Jairinho e que ficava nervosa, chorava e até chegava a vomitar ao vê-lo. A testemunha disse ainda que em uma ocasião em que viajou com eles, o vereador lhe ofereceu remédios para dormir, tendo a moça colocado o comprimido embaixo do travesseiro. Ao chegar na sala do apartamento, em Mangaratiba, na Região Metropolitana do Rio, disse ter encontrado o então namorado segurando pelos braços a criança, que estava assustada.