É FAKE! Fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre NÃO elimina o coronavírus

A mensagem que tem circulado nas redes sociais não prossegue, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda não foi descoberto um tratamento ou cura para a doença

Resumo da Notícia

  • Pandemia tem causado pânico nas redes sociais e surgiram várias fake news
  • Uma delas é que fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre elimina o coronavírus
  • De acordo com a OMS, ainda não há tratamento nem cura para o vírus
A mensagem não é verdade (Foto: reprodução/WhatsApp)

É fake! A imagem que viralizou nas redes e diz que fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre elimina o coronavírus não é verdade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) refutou a mensagem, afirmando ser uma informação falsa. De acordo com o mesmo texto, o coronavírus permanece na garganta por quatro dias até alcançar os pulmões. 

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Segundo especialistas, não tem como afirmar quanto tempo o vírus fica em cada lugar. É fato dizer que o gargarejo ajuda no alívio da tosse, mas dizer que a receita acima elimina a doença não prossegue. 

O Ministério da Saúde também enfatiza que “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”. As recomendações que realmente fazem a diferença já foram passadas desde o início e continuam sendo as mais eficazes:

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  • Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  • Lavar as mãos com frequência, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

 

Sobre o coronavírus

Os coronavírus são uma família de vírus conhecida há mais de 50 anos. Tem este nome porque parece uma coroa, se visto no microscópio. Algumas cepas infectam seres humanos, outras infectam somente animais. O novo vírus (2019-nCoV) provavelmente é uma mutação que não atingia humanos e, nos últimos meses, passou de um animal para uma pessoa em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade de Wuhan, na China.

O vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de secreções respiratórias do paciente infectado ou por contato com secreções contaminadas seguido de inoculação em mucosas (olhos, nariz ou boca). Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, durante o cuidado com o paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família. Em relação às crianças, há poucos casos de infecção pelo novo vírus.

O diagnóstico é feito através de um exame específico, que coleta de secreção do nariz e da boca do paciente, e pode identificar o material genético do vírus em secreções respiratórias. Até o momento não existe tratamento específico para este vírus. Os pacientes são tratados com medicações para alívio dos sintomas, e suporte de terapia intensiva quando apresentam dificuldade em respirar. Recomenda-se ingestão de líquidos, analgésicos e antitérmicos. Casos mais graves precisam ser internados para receber soro e oxigênio. Pode ser necessária internação em UTI.

 

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