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Família

É possível, sim! Mãe solo viajou para 14 países com o filho de 9 anos fazendo mochilões

A Carol Toral contou sua experiência de conciliar as viagens com a maternidade!

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: arquivo pessoal)

(Foto: arquivo pessoal)

Quem disse que a vida e os sonhos precisam parar após a chegada dos filhos? A Carol Toral já viajou para 14 países ao lado do Dimitri, seu filho de 9 anos. Ela participou do projeto Lá em Casa é Assim, parceria da Pais&Filhos com a Natura Mamãe e Bebê, e contou sua experiência de conciliar as viagens com a maternidade da melhor forma. Vem conhecer essa família:

“Tenho 38 anos e crio sozinha o Dimitri, meu filho de 9 anos. Sempre gostei muito de viajar, mas comecei a fazer viagens de mochilão e principalmente pelo exterior logo quando ele nasceu. Ele tinha só 9 meses quando fizemos nossa primeira viagem e 3 anos no primeiro mochilão, onde fomos para o Uruguai e pegamos o barco até Buenos Aires. Detalhe que fomos com uma passagem só de ida.

Como sou assalariada, faço bastante planejamento para dar tudo certo. Nossa rotina de viagem começa 6 meses antes, quando escolho o destino principal e começo a verificar quais países fazem fronteiras e quanto tempo vamos passar nos lugares — normalmente, ficamos de 20 a 25 dias. Tudo é sempre somente eu e ele.

Com o tempo, fomos pegando gosto e até hoje já fizemos quatro mochilões e conhecemos mais de quarenta cidades e catorze países, entre eles França, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Portugal, Holanda, Itália, Turquia, Argentina, Uruguai, Chile, Suíça e Vaticano. Chegando ao destino, às vezes andamos de 8 a 10 horas por dia. Eu sempre deixo um dia para o Dimitri escolher o que ele quer fazer, que costuma ser um parque, um zoológico ou apenas ficar no hotel descansando.

O maior presente de viajar com criança é que conseguimos enxergar o mundo com outros olhos. Nós adultos ficamos preocupados em cumprir um roteiro fixo, mas as crianças são mais livres e não se prendem apenas aos pontos turísticos de um lugar. Claro que passamos por dificuldades, como o cansaço, ter que se virar com outros idiomas e estar em um lugar desconhecido a ser explorado somente com o filho. Mas, com certeza, é o maior presente que podemos nos dar e, para a criança, é um aprendizado para a vida toda!
Sei que estou criando um cidadão do mundo. Dimitri adquiriu um amor por viagem, onde ele faz questão de se comunicar independente do idioma, já se tornou uma criança extremamente adaptável a climas diferentes, fuso horário, a dormir em qualquer lugar, a andar com qualquer meio de transporte e a respeitar outras culturas.

Com relação ao dinheiro, sei que muita gente pode colocá-lo como obstáculo. Mas sou mãe solo e assalariada e me organizo muito assim que volto de viagem para repor as finanças, o que geralmente leva cerca de um ano. Mas não tem roupa, sapato ou jantar que pague essa experiência incrível. Minha prioridade sempre vai ser viajar e com ele, pois não tem hipótese alguma de fazer uma viagem sem meu filho. É ele quem me dá um olhar diferente para todas as coisas”.

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