Ele que lute! Homem compra 17 mil frascos de álcool gel para coronavírus e se dá muito mal

Matt Colvin comprou milhares de produtos de produtos de higiene e os colocou na loja virtual Amazon para lucrar, mas foi impedido de vender no site

Matt Colvin tem mais de 17 mil garrafas de álcool em gel guardadas em sua garagem no Texas (Foto: Doug Strickland/Reprodução/The New York Times)

Enquanto muita gente está atrás de produtos de higiene para se proteger contra a pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, o vendedor americano Matt Colvin tem mais de 17 mil garrafas de álcool em gel guardadas em sua garagem no Texas.

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Em março, ele o irmão, Noah, compraram milhares de garrafas de álcool em gel e outros itens, como lenços antibacterianos, em lojas diferentes. Depois, o vendedor colocou seus produtos à venda na Amazon por valores muito mais altos, com a intenção de lucrar.

Mais de 300 garrafas de álcool em gel foram vendidas na hora a diversos preços, entre US$ 8 e US$ 70. Para ele, “era um dinheiro louco”. Para muitos outros, era lucrar com a pandemia. No dia seguinte, a Amazon retirou seus artigos e milhares de outras ofertas de desinfetantes, lenços e máscaras.

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Cresce demanda por álcool em gel (Foto: Giuliano Gonçalves / reprodução E-Commerce Brasil)

Também alertou que, se os vendedores continuassem a aumentar preços, perderiam suas contas na loja virtual. Outra empresa gigante do comércio eletrônico, o eBay, proibiu qualquer venda de álcool em gel ou máscaras.

Agora, Matt está com 17,7 mil garrafas de álcool em gel em casa, sem saber como vendê-las. Ao site americano The New York Times, o vendedor conta que foi da situação de poder ajudar sua família financeiramente para ficar pensando “o que vou fazer com tudo isso?”.

Enquanto milhões de pessoas buscam em vão por álcool gel para se proteger da propagação do coronavírus, ele está sentado sobre 17.700 frascos do produto. A Amazon disse que removeu recentemente centenas de milhares de ofertas e suspendeu as contas de milhares de vendedores por manipulação de preços relacionada ao coronavírus. Amazon, eBay, Walmart e outras plataformas de comércio online estão tentando impedir que os vendedores obtenham lucros exagerados com uma crise de saúde pública.

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