Eles falaram: veja 5 entrevistas com especialistas sobre família e criação dos filhos

Isso tudo aconteceu em lives no nosso Facebook

(Foto: Acervo Pessoal)

Toda semana a gente fala sobre um tema relevante para a sua família nos nossos lives do Facebook. Entrevistamos especialistas e contamos com a participação da nossa audiência. Se você perdeu algum, está na mão!

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Thelma Parada

(Foto: Acervo Pessoal)

Odontopediatra e nossa embaixadora, tirou todas as dúvidas sobre escovação infantil.

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P&F: Qual é a melhor idade para começar?

TP: A escovação deve começar quando o primeiro dente nascer. Antes disso, você pode fazer uma higienização simples dos cantos da boca.

P&F: Pode usar qualquer escova de dente?

TP: Não, o ideal é que ela seja pequena e macia. Algumas marcas inclusive trabalham com linhas como “minha primeira escova de dentes”.

P&F: E o creme dental?

TP: Depende da recomendação do seu odontopediatra e de cada caso. As Associações Brasileira e Americana recomendam o uso da pasta de dente com flúor a partir do nascimento do primeiro dente, na quantidade equivalente a meio grão de arroz.

P&F: Por que essa quantidade tão pequena?

TP: Quando a criança é muito nova ela pode engolir a pasta de dente. Isso causa manchas nos dentes permanentes, chamadas fluoroses.

Renata Arrepia

(Foto: Acervo Pessoal)

Convidamos a coach  para analisar as confissões anônimas do site Antes de Mim.

P&F: É possível ter filhos e não pirar? 

RA: As dificuldades aparecem e são normais, nem sempre a gente sabe o que fazer. Mas é muito possível ter filhos e não pirar na hora de educar.

P&F: Acho que meu filho me odeia, não sei onde errei.

RA: Isso não é verdade, fica tranquila. Isso acontece porque, às vezes, os pais não impõem limites e a criança
se comporta de maneira diferente.

P&F: Minha caçula sempre está insatisfeita comigo. 

RA: Essa mãe diz que faz tudo o que pode, certo? Daí voltamos a falar como dar limites é importante. A menina deve ser o centro das atenções, por isso ela tem esse tipo de comportamento.

P&F: Acho que passo pouco tempo com meu filho.

RA: É importante ter em mente que qualidade é mais importante do que quantidade. Então, talvez o tempo que
vocês passam juntos seja suficiente.

Thaiz Leão

(Foto: Acervo Pessoal)

A autora do livro “O exército de uma mulher só”, veio falar sobre os desafios da maternidade solo.

P&F: Como o pai do seu filho lidou com a notícia?

TL: No começo lidamos como pessoas maduras, mas tiveram fases. Depois que ele falou sobre isso com a  comunidade dele, falaram para ele pular fora. Mais tarde ele retornou dizendo que queria criar o Vicente.

P&F: Você sente culpa?

TL: Acho que todo o movimento que eu faço de não romantizar a maternidade e minha relação com o pai do meu
filho é para conseguir olhar para a realidade da coisa, e não sentir culpa.

P&F: O que é ser mãe solo?

TL: É ser autônoma (risos). Para mim isso significa ser mãe. O fato de ser “solo” não é um problema, porque, na verdade, essa ideia foi criada pelo coletivo. E parando para pensar, outras pessoas além do pai do meu filho me deixaram sozinha.

P&F: E as responsabilidades?

TL: Depois de cinco anos, eu e o pai do Vicente chegamos em um consenso de 50% de deveres para cada.

Eleonora Mattos

(Foto: Acervo Pessoal)

A advogada e mãe de Antônio e Valentim, tirou nossas dúvidas e explicou por que bater não é uma opção na hora de educar.

P&F: O que é lei da palmada? 

EM: Ela entrou em vigor em 2014 e introduziu no Estatuto da Criança e do Adolescente que a violência física não pode ser usada como ferramenta de educação, limite, instrução ou humilhação.

P&F: Também inclui a violência psicológica nessa lista? 

EM: Sim, alguns pais se esquecem que gritar e ridicularizar a criança também é uma forma de agressão. O apelido que a lei acabou ganhando, às vezes acaba limitando o que ela realmente quer dizer, que é a violência no geral.

P&F: Bater é uma forma de educar a criança?

EM: Longe disso! Inclusive existem pesquisas que comprovam que atitudes violentas não têm eficácia a médio e longo prazo quando o assunto é a disciplina das crianças de todas as idades.

P&F: É algo momentâneo…

EM: Sim. No começo a criança pode parar com determinado comportamento por causa do susto, mas ela não aprende nada com esse tipo de atitude.

P&F: Acontece ao contrário. 

EM: Inúmeros estudos mostram que existem consequências negativas: danos à autoestima, e até o entendimento de
que a violência é uma forma correta de resolver qualquer conflito e dificuldade.

P&F: E na verdade, essa não é a melhor maneira. 

EM: Mas as pessoas naturalizam esse tipo de tratamento com crianças. Todos sabem que, entre adultos, o diálogo é a melhor solução, mas acreditam que quando envolve filhos, bater não é um problema.

P&F: O que os educadores dizem sobre a lei?

EM: Eles deixam muito claro que ela não impede alguém de tratar um menor com violência, mas ela é importante
como uma política de Estado, mostrando que é uma conduta inaceitável.

P&F: Ainda é questão cultura? 

EM: Sim. Se você parar para pensar, há 50 ou 60 anos era comum crianças apanharam nas escolas. Se isso acontece hoje, ninguém aceita. É um processo de amadurecimento cultural.

Beto Bigatti

(Foto: Acervo Pessoal)

O pai do blog Pai Mala, veio até a redação conversar sobre a importância da paternidade ativa.

P&F: Qual sua intenção de expor seu dia a dia?

BG: Meu grande objetivo como um blog de paternidade é deixar de ser necessário, ou seja: quando não tiver mais que convencer homens de que ser pai é incrível e ser ativo é obrigatório.

P&F: Nossa geração tem responsabilidade nisso?

BG: Esses dias eu perguntei para meu filho mais velho o que ele achava do pai dele fazer coisas que antes eram consideradas “coisas de mulher”. Ele disse: “Para mim sempre foi assim, não sei como responder de outro jeito”. Nossa responsabilidade é gigante.

P&F: Isso prova que estamos no caminho certo.

BG: Sim! E que nossos filhos não terão mais esse machismo tão forte na vida deles, como foi na nossa criação.

P&F: Existe caminho certo ou errado?

BG: Tendo amor e presença está valendo. Mas não pode usar certas dificuldades como desculpa para não estar ali.

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