Empresa cria combustível feito de plástico reciclado e testa em motor de foguete

A startup Pulsar Fusion foi uma das pioneiras a construir e testar a tecnologia favorável ao meio ambiente

Resumo da Notícia

  • Startup usou combustível feito de plástico reciclado para testar em motor de foguete;
  • A empresa britânica usou tecnologia nuclear para materializar o combustível;
  • Pulsar Fusion tem outros projetos de tecnologia nuclear para colocar em prática que ajudam o meio ambiente.

Na última semana, a startup britânica Pulsar Fusion inovou no setor de tecnologia nuclear e criou um combustível feito de plástico reciclado. A empresa desenvolveu um motor de foguete que utiliza combustível híbrido feito com polietileno de alta densidade (PEAD) e oxidante de óxido nitroso.

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O PEAD, é muito utilizado na fabricação de produtos plásticos, como garrafas de bebidas e detergentes e é encarado como uma forma inédita de alimentar foguetes que consomem muita energia, segundo informações do Olhar Digital. O novo combustível é visto com bons olhos pela comunidade científica, já que os combustíveis fósseis emitem muita poluição.

Área de testes do motor do foguete na Suíça, em Gstaad Airport
Área de testes do motor do foguete na Suíça, em Gstaad Airport (Foto: Reprodução/Instagram)

Para Richard Dinan, CEO da empresa, os resultados foram muito satisfatórios. Segundo ele, a Pulsar Fusion está entre as poucas companhias do mundo que construíram e testaram a tecnologia. Confira o vídeo do teste feito pela empresa aqui!

Com a divulgação dos ótimos resultados, o uso de resíduos como o plástico, que demoram milhares de anos para se decompor, no uso de foguetes, passou a ser visto como uma solução positiva para o setor nuclear e aeronáutico. Segundo a empresa, o foguete “verde” pode ser usado para levar satélites e pessoas ao espaço, além de favorecer a sustentabilidade do planeta.

Além do combustível, a Pulsar Fusion também trabalha em outros projetos que favorecem o meio de ambiente, como por exemplo, um motor de propulsão de fusão que será testado em terra até 2025, para então mandar um foguete à órbita, em 2027.