Enfermeira que perdeu família para Covid-19 é vacinada e demonstra esperança: “Retomar sonhos”

A técnica em enfermagem Maria Carolina da Silva Novaes, de 39 anos, perdeu a mãe e o irmão para a Covid-19, e, pouco tempo depois, o pai faleceu por infarto

Resumo da Notícia

  • A técnica em enfermagem Maria Carolina da Silva Novaes, de 39 anos, perdeu a mãe e o irmão para a Covid-19, e, pouco tempo depois, o pai faleceu por infarto
  • A profissional de saúde foi imunizada nesta semana contra a doença e demonstrou esperança, acreditando em um recomeço
  • Por trabalhar na área da saúde, Maria afirma que a esperança se estende a todas as pessoas que perderam familiares para a doença

A técnica em enfermagem Maria Carolina da Silva Novaes, de 39 anos, perdeu a mãe e o irmão para a Covid-19, e, pouco tempo depois, o pai entrou em depressão, teve um infarto e também faleceu. Depois de tudo que passou, a profissional de saúde foi imunizada nesta semana contra a doença e demonstrou esperança, acreditando em um recomeço. “Creio em dias melhores depois que tomei a vacina, fiquei muito esperançosa”, contou.

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“Fui imunizada dia 28 de janeiro. O sentimento foi de esperança e de pesar, porque da mesma forma que eu fico feliz que outras pessoas não vão passar pelo que passei, eu fico triste porque meus familiares não tiveram oportunidade. Acho que isso fica para todas as pessoas que perderam pessoas da família. Mas, significa recomeço, e isso é um grande incentivo. Mostra que podemos retomar muitos de nossos sonhos”, destacou Maria Carolina.

Ela perdeu os pais e o irmão para a doença (Foto: Reprodução/ G1)

Por trabalhar na área da saúde, Maria afirma que a esperança se estende a todas as pessoas que perderam familiares para a doença.

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“Por diversas vezes engoli o choro por ver situações parecidas com a minha. Quantas vezes fui até o banheiro, chorei um pouco, e voltei a trabalhar. Quantas vezes nós da Saúde sentimos aquela dor por ver que a pessoa estava em seus últimos momentos e que a família não poderia dizer adeus. Acredito que a solidão é o que mais corrói as pessoas contaminadas pela Covid-19. Vimos o quanto é cruel ter que passar por tudo sozinho”, comentou.

Independente do passado Maria tem esperança para o futuro (Foto: Reprodução/ G1)

Agora, a profissional relata que se sente mais segura com relação a própria saúde. Depois de perder a família para Covid-19, ela relata que aprendeu a dar mais valor ao tempo que tem com as pessoas que ama. A técnica em enfermagem também destaca que mantém os mesmos cuidados que no início da pandemia.

“Quando eu me vacino estou imunizada, mas não podemos esquecer das outras pessoas que não estão. Então, ainda precisamos não aglomerar, usar máscaras, álcool em gel e ter todos os outros cuidados”, falou.

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